O Elefante Voador é muito rápido nos seus vôos. Dessa vez, ele decidiu fazer um pouso na Inglaterra e foi conferir o Leeds Festival, que aconteceu nesse último final de semana, 28~30 de agosto.

Nunca ouviu falar do Leeds Festival? A nossa correspondente internacional, Jess Wake, te conta abaixo, diretamente da Inglaterra. 😉


Por Jess Wake

Olááá, docinhooos! Tudo bem?

Eu sou a Jess! Hoje eu vou falar sobre minha experiência no Leeds and Reading Festival, mais especificamente sobre o Leeds rs.

Leeds e Reading é um dos maiores festivais que acontece na Inglaterra, ambos carregam o nome da cidade onde são hospedados, porém, não são próximas. Leeds fica ao norte e Reading ao sul, o Line Up é o mesmo para os dois – a diferença é o dia – e acontecem simultaneamente, começando na sexta e terminando no domingo, mas é aberto na quinta para quem quiser acampar o/.

Eu estive no Leeds Festival no sábado dia 29/08! (:

O Bramham Park, onde acontece o Leeds Festival, é um local próximo a cidade de Leeds. É enooooooooooorme e tem um pouquinho de tudo!!! Já estive em festivais brasileiros, mas o Leeds me deslumbrou! A escolha do local e a organização estavam ótimas. A única fila MESMO que peguei foi para entrar, onde eles te revistam duas vezes e se certificam que a pulseira está bem colocada, mas depois que entra é só alegria!

Apesar de muitas pessoas, dava para andar tranquilo, sem aperto e sem ficar esbarrando, as filas maiores eram as para comer, mas como optei por levar meeeeeeeus homemade sandubas [sanduíches feitos em casa] nem entrei em alguma delas. Na verdade foi algo que quando li online dias antes do festival me agradou e muito (novidade!!): poder entrar com comida e bebida – desde que a garrafa seja de plástico, independente se for alcoólica ou não –, já em qualquer festival brasileiro é proibido.

Assim que entramos optamos por comprar duas pint* de cervejas, a qual era a Tuborg, o preço era acessível, 4,90 libras cada uma, não ficamos nem cinco minutos na fila – a qual tinha sempre alguém do festival dando direções e onde ir no balcão para agilizar o processo.

Pint de cerveja
Pint de cerveja

*Pint é um tradicional copo de cerveja usado na Inglaterra com capacidade de 567ml, ou 20oz (obrigatório por lei). Fonte: Site Goronah

Com a cerveja ~boa~ comprada fomos tentar descobrir o time set de cada banda – já que eles só liberam o do palco principal </3 –, descobrimos que eles não anunciam de jeito nenhum. Se você quiser, tem que comprar e vem em um livrinho-colar que tem o horário/palco de todas as bandas de todos os dias. Não queríamos comprar então nos restou perguntar e sem nenhum problema conseguimos as informações que queríamos.

Line-up no colar
Line-up no colar

Então, tudo resolvido, fomos explorar o local! Era cheio de stands e tendas com coisas a venda, tudo super barato também! Vendiam um pouquinho de tudo: calças, coroa de flores, máscaras de halloween, perucas engraçadas e coloridas, camisetas, colares, pulseiras, óculos de sol, finger puppets [bonequinhos de dedos], onesies [pijamas inteiriços] e etc, o mais caro que cheguei a perguntar eram os onesies de 15 libras. Juro que queria levar tudo, mas tive que me controlar – tô na Inglaterra, mas sem dinheiro hahaha – acabei por comprar uma coroa de rosas azuis (3 libras) e dois finger puppets.

Leeds Festival (2)

Leeds Festival (27)
Perucas
Leeds Festival (15)
MUITAS tiaras
Leeds Festival (7)
Tiara de flores da Jess ♥
Leeds Festival (12)
Finger Puppets

Continuei passando pelos stands e ficava mais e mais encantada, até pintura de rosto e corpo tinha! Até pensei em fazer, mas tinha fila e eu queria ver o resto do festival, continuei andando e comprei tinta florescente apenas – tinha muita gente usando já – eram 3 libras uma ou 5 por duas, comprei só uma porque não tinha a roxa mais ):

Pintura de rosto e corporal
Pintura de rosto e corporal
Pintura de rosto e corporal
Pintura de rosto e corporal

O legal dos stands é que achei coisas legais – e baratas – além de barracas que nem imaginavam que teriam. Como a barraca para você carregar o celular, que era muito útil para todos, especialmente para quem acampasse por três dias lá; ou a barraca que vendia cigarros.

Barraca para carregar o celular
Barraca para carregar o celular

Além desse monte que já citei, tinha barraca de churros (hmmmm), algodão doce (por 1 libra e 50 pennies), e seguiam com altas variedades para comer: comida chinesa, um cachorro quente enooorme, hambúrgueres, coffee and toast, alguns Ben & Jerry’s espalhados, pizza, fish and chips, entre outros.

Barraca de churros e chocolate
Barraca de churros e chocolate
Candy Floss = Algodão Doce
Candy Floss = Algodão Doce

Logo após beber aquela pint INTEIRA veio a vontade de ir ao banheiro, o que eu pensei ser um completo terror – tanto dentro, quanto nas filas né –, mas não foi bem assim… Os banheiros eram químicos ficavam em um lugar grande e sempre divididos em três sessões, as pessoas mesmo faziam fila sem supervisão para cada sessão. Fiquei surpresa, na verdade, por ter papel higiênico e espuma higienizadora para as mãos – o que na maioria funcionava – e ser até que rápido! Ao lado tinha um espaço grandão escrito “WATER” [água], onde era água de graça e tinha até chuveiro para quem ficasse lá por mais dias.

O primeiro show que queríamos ver era o do Panic! At the Disco e como estava próximo o horário fomos para o palco principal onde eles tocariam. Particularmente, achei o melhor palco, já que ficava em uma “colinazinha” e pude ver tudo sem nem precisar ficar nas pontas dos pés (hahahaha) – o meu maior problema em festivais ): . O show foi muito bom, o Brendon [vocalista] estava animadíssimo, se jogando para todos os lados. Tocaram hits como Miss Jackson, Nine in the Afternoon, I Write Sins Not Tragedies e alguns covers que agitaram bastante, tinham várias pessoas cantando – mais nos covers, infelizmente – mas teve um público grande e nos manteve animados.

Panic! At The Disco
Panic! At The Disco
Panic! At The Disco
Panic! At The Disco

A próxima banda foi All Time Low, que confesso, era o motivo de eu estar ali – minha banda favorita <3 – não por ser minha favorita, mas o show deles foi incrível, teve mais interação com um público, sempre animados e de bom humor! Abriram com a intro do novo cd que é Satellites e fecharam com a eterna Dear Maria, cantaram Weightless, Lost In Stereo, entre outras. Elogiaram o público falando que estávamos mais animados que Reading, chamaram pessoas para cantar Dear Maria no palco e falaram bastante coisas sem sentido <3. O show foi curtíssimo, infelizmente, mas todos estavam sendo em base de uns 45 minutos cada, mas importante foi tê-los vistos e ter ficado metade do show nos ombros, algo que amei, mas meu namorado… não estava muito feliz no final do show hahaha.

All Time Low
All Time Low
All Time Low
All Time Low

Depois do ATL e do xixizinho, teve aquele break para comer algo e decidimos ficar pelo palco principal mesmo. Sentamos no chão e assistimos Bastille, que confesso só conheço duas músicas (Things We Lost in The Fire e Pompeii), achamos o show bem parado, não só em interação com o público, mas as escolhas das músicas também. Nem preciso falar que todo mundo cantou começou a cantar com Pompeii, né? Hahaha

Bastille. Fonte: The Telegraph
Bastille. Fonte: The Telegraph

Fomos andar após Bastille, o próximo show que queríamos ver era só às 20:40, compramos mais cerveja. Fato curioso é que cada copo custa 10 pennies, se você quiser dá para vender de volta para as barracas de bebida, então tinham várias pessoas carregando e pedindo por ai copos vazios.

Olha quantos copos ele tem na mão!
Olha quantos copos ele tem na mão!

Enfim, logo depois das tendas tinham os brinquedos! O famoso carrinho de bate-bate, um que era igual ao cataclysma do Playcenter – quem lembra, hein, hein? Hahahaha –, tinha outro que eram em forma de carros, mas rodavam todos juntos e bem rápido… O mais importante do festival era um brinquedo igual ao chápeu mexicano do Playcenter, mas a diferença era a altura: dava umas 4x a do Playcenter. Todos tinham fila, mas não pareciam demorar.

Brinquedo com carros
Brinquedo com carros
"Cataclysma"
“Cataclysma”
"Cataclysma"
“Cataclysma”
Chapéu mexicano das alturas
Chapéu mexicano das alturas
Chapéu mexicano das alturas
Chapéu mexicano das alturas

O tempo esfriou bastaaante! Os ingleses nem pareciam sentir, vários pessoas de shorts, vestidos, saias e eu congelando com aquele ar gelado hahaha. Vi bastante pessoas fantasiadas também: kickass, homem aranha, tartarugas ninjas, piratas, máscaras de cavalo – lol –, entretanto, o mais criativo era o menino vestido de dedo do meio, ia até a cintura, pela cabeça dele subia um enorme dedo do meio e atrás tinham os outros dedos dobrados – tão grandes quanto –, bonecas infláveis também passeavam por lá, e também vi duas meninas vestidas do que eu acredito ser de lenhador ou escocês hahahha.

Lenhadoras ou escocesas?
Lenhadoras ou escocesas?

A hora esperada chegou e três bandas que queríamos assistir tocavam praticamente juntas! Limp Bizkit, Simple Plan e Mumford and Sons, o que era uma droga. Para dar certo, assistimos metade do show do Limp Bizkit, o mais cheio que tinha estado até aquele momento. Claramente, eles não deveriam estar em uma tenda e sim no palco principal. Todo mundo agitado, gritando e cantando, foi realmente um show com muita energia e intensidade. Abriram com Rollin, cantaram hits como My Way e Nookie.

Limp Bizkit. Fonte: BBC
Limp Bizkit. Fonte: BBC

Corremos para o Simple Plan que estava no meio da primeira música: Jet Lag, ~me senti com 12 anos de novo~, é sempre bom rever as bandas que você cresce escutando! Eles interagiram muito com o público, pularam bastante, foram engraçadinhos também (rs), em Summer Paradise o público jogou bolas enormes de freesbee para os palco e em todos os lugares da tenda. Anunciaram que era a primeira vez deles em Leeds e que logo estariam de turnê pela Inglaterra, além de cantar uma música nova, que se chama Boom, a qual é ótima!

Simple Plan. Fonte: Youtube
Simple Plan. Fonte: Youtube

Mumford and Sons era o headliner do festival, então tocariam por duas horas, assim que Simple Plan terminou corremos para assistir a metade final do show. Não conheço muitas músicas, mas eles são incríveis ao vivo, maravilhosos e envolventes, mostrando o porquê de serem os headliners, a voz do Marcus Mumford – o vocalista – é sensacional, o tipo de voz única e que é melhor fora do álbum.

Mumford and Sons. Fonte: Pooneh Ghana / NME
Mumford and Sons. Fonte: Pooneh Ghana / NME

Estávamos tão cansados que antes de terminar Mumfords, pegamos o ônibus de volta para a cidade de Leeds e voltamos para casa!

E claaaro, batemos um McDonalds na estação de trem de Leeds, e cá entre nós, o Big Mac brasileiro é bem melhor, o daqui é meio sem gosto D:

Leeds foi incrível MESMO, do K7, melhor do que eu poderia esperar! Me falaram que em todos os anos chove em Leeds – o que faz sentido tantas pessoas estarem com galochas de chuva – e fez até solzinho! Vim no ano certo!

Muitas nuvens, mas sol.
Muitas nuvens, mas sol.
Pessoas de galochas
Pessoas de galochas

Se me perguntassem se eu voltaria a resposta seria: COM CERTEZA! Sem pensar duas vezes, melhor festival que já estive – apesar de não ser fã de festivais e preferir shows individuais – mas quando eu voltar para o Leeds, espero conseguir pegar outro dia em Reading também!

Se algum dia vocês tiveram a oportunidade de ir no Leeds and Reading, nem pensem em perder! It’s f*cking amazing!

Agora me despeço, até uma próxima!

Cambio, desligo.

With love ♥,

Jess!


Para saber mais do Leeds Festival, acesse: www.leedsfestival.com.

Jess Wake aprendeu inglês sozinha, ao conhecer suas bandas favoritas, séries, filmes e músicas. Adora viajar! Após morar no Rio de Janeiro e em São Paulo, resolveu explorar o mundo, por isso, foi recentemente para a Inglaterra com o namorado. É amiga e little sis (irmã mais nova) de ♥ da Isis. 

2 thoughts on “Saiba mais sobre o Leeds Festival, por Jess Wake

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