Em dezembro, o Elefante Voador recebeu o exemplar do livro “A Pedido do Embaixador”, de Fernando Perdigão. Por conta das festividades e eventos nesse mês, só agora em janeiro consegui pegar o livro com mais calma e pude devorá-lo nas idas e vindas pro trabalho.

Sinopse:

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Um caso ordinário do incorrigível detetive Andrade

O irascível – e enorme – detetive Andrade tem um novo caso pela frente. A pedido de um influente embaixador, ele tem de investigar a morte de Rubens, um belo homem com uma vida amorosa movimentada, pela qual passam homens e mulheres. Com suas controversas técnicas investigativas, Andrade envolve-se nas mais constrangedoras confusões ao lado de sua fiel parceira, a inspetora Lurdes. Nem um pouco politicamente correta, essa dupla de mal-humorados é dona das tiradas mais cômicas da literatura policial. Vítima, suspeitos, colegas de trabalho, ninguém escapa dos comentários ácidos do detetive mais preconceituoso de todos os tempos.


Resenha A Pedido do Embaixador:

O livro é uma história policial, onde temos como protagonista o detetive Andrade, que tenta resolver um crime “a pedido do embaixador”. (Pronto, já revelei o porquê do nome do livro rs.)

Qual é o pedido que o embaixador faz? Logo no primeiro capítulo já há uma briga numa boate carioca e em seguida, há a notícia que Rubens é assassinado “misteriosamente”. Na delegacia, o embaixador diz conhecer muito bem Rubens, e pede ao delegado esclarecimentos sobre sua morte. O delegado passa esse pedido para o detetive Andrade, e ai começa o desenrolar dos fatos. No começo pensamos que o embaixador será um dos personagens principais do enredo, já que o título do livro leva o seu nome também, mas nos surpreendemos ao ver a visão do detetive Andrade, que ficará no encargo da solução do crime.

O personagem Andrade tem tantas características jocosas, é um homem tão preconceituoso e caricato, solta vários gases (sim, até quando vai agir na sua missão), come até “explodir”, fala mal de nordestinos, que queremos xingá-lo quando ele abre a boca para intimar quem está ao seu redor. Junto a ele, há sua assistente, a inspetora Lurdes, que fica com boa parte do trabalho “braçal” e até disfarça os gases emitidos pelo detetive. Ao mesmo tempo, ele tem um lado carinhoso (com sua namorada que é uma dançarina de boate), paternal (com a inspetora Lurdes), orgulhoso pois é alguém que quer “limpar a cidade do crime”, e assim queremos que ele descubra quem está por trás do assassinato, e torcemos para a solução do problema.

Confesso que quase abandonei o livro por conta das características e persona do detetive Andrade, porém, a escrita do livro te envolve de uma tal maneira, é bem estruturada, que você não quer abandonar, e fica curioso com os próximos capítulos. Há muitos personagens envolvidos na trama, e a cada passo que o detetive Andrade dá, você quer saber mais do que se passa por trás da sua mente e do crime. Muitos tentam fugir e até mesmo enganá-lo, porém, com a inspetora e ele encurralando-os, muitas vezes de forma ilegal, acabam deixando algo escapar, e assim o quebra-cabeças começa a se montar.

Nunca havia lido um livro policial e fiquei muito surpresa, tanto com o enredo, como também com a abordagem de Fernando Perdigão ao mundo gay. Ele desenvolve bem a história, e por vezes até achamos que o autor que é homofóbico, porém, vemos que ele faz isso apenas com o detetive Andrade, um ser caricato que, infelizmente, ainda é um retrato da sociedade que aceita pouco as diferenças.


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Elefante pergunta: Você também é fã de livros policiais? Deixe uma sugestão nos comentários!

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