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Com Outros Olhos, Thati Machado | Resenha | Booktour

O Elefante Voador sempre traz novas experiências para nós e também a incrível possibilidade de conhecer novas pessoas ♥ (algo que eu, Isis, particulamente, adoro!)Entre vôos pela internet a fora, esbarramos com a autora Thati Machado e o booktour do seu livro Com Outro Olhos. Eu mal sabia o que era um booktour, fiquei apreensiva quanto ao prazo, mas topei participar. E confesso: foi uma ótima experiência 🙂

Se você não sabe o que é um booktour, clique aqui que explicamos tudinho 🙂

com-outros-olhos-thati-machadoSinopse:

A vida perfeita de aparências da jovem Lana se desfaz como pó depois de um trágico acidente com seu então namorado Lucas. Destinada a ultrapassar todos os obstáculos que a vida lhe impõe, Lana ingressa na Companhia Raoul de Teatro – com a ajuda de seu irmão – sem que saibam das suas limitações. Seus companheiros de trabalho parecem não facilitar a vida da moça, principalmente Arthur, que interpreta seu par romântico na peça. Ironia do destino ou não, Lana vai descobrir que uma vida sem luz ainda pode lhe oferecer tudo que uma garota sempre sonhou. E que as aparências… Sempre enganam.


 

Resenha:

Na época do colegial (Ensino Médio para os mais novos rs), sempre temos aquele casal ou aquelas pessoas que são os paparicados, que todo mundo deseja ser, ou os chamado de “populares”. E o que acontece quando esses populares sofrem um acidente grave que deixa uma sequela até então irreparável?

É isso o que acontece com Lana. Após um acidente de carro, ela perde a visão, e o livro inicia dessa forma, com sua nova fase de adaptação, ao querer entrar em uma escola de teatro, sem que as pessoas saibam da sua condição. Já que ela não enxerga, não quer que as pessoas tenham dó dela ou que facilitem as coisas por pena. Para isso, ela pede para que o irmão a acompanhe nas aulas, para que ajude-a a conhecer melhor o seu entorno.

Logo nas primeiras páginas, já estamos submersos no universo de Lana. A riqueza de detalhes sobre o seu dia a dia é bem interessante, até mesmo um ótimo exercício para nós, de taparmos os olhos e sentir o seu redor apenas com o tato. Já tentaram isso? Pois aconselho, dará uma ótima visão do nosso mundo 😉 .

"É irônico precisar perder a visão para só então começar a enxergar certas coisas, você não acha?"
“É irônico precisar perder a visão para só então começar a enxergar certas coisas, você não acha?”

Em seguida, o baque sobre a peça que será apresentada pelo grupo de teatro: Romeu e Julieta. Adivinham quem é a Julieta? Isso mesmo, Lana! O diretor é bem ousado, e coloca uma atriz cega para interpretar a protagonista. Muitos ficam bravos com essa decisão, inclusive Artur, que será Romeu.

A “braveza” de Artur vai além do papel dado a Lana, pois ele sempre fora apaixonado por ela desde os tempos de escola e nunca foi notado. Ele não percebeu sua nova condição, e, portanto, achava que ela o ignorava, até que o irmão de Lana conta tudo a ele, e vem mais um clímax na história. Eles se aproximam, a história vai num ritmo na qual queremos saber os próximos passos, o que irá acontecer e queremos logo saber o desfecho.

"- Se não quer a minha ajuda... - ele murmurou amargurado. - Não sei por que ainda estou aqui"
“- Se não quer a minha ajuda… – ele murmurou amargurado. – Não sei por que ainda estou aqui”

O livro é curto, divididos em 8 atos (capítulos), com 87 páginas, contado em primeira pessoa, em alguns “atos” por Lana, em outros por Arthur. Eu li em uma noite, devorei as páginas, e fiquei muito triste (num bom sentido), que a história acabou, tanto que fui correndo falar pra Thati que queria abraçá-la, pois a história é linda, te prende, é bem escrita, o que não gostei é porque ela é curta! rs.

Sentimos uma empatia tão grande com Lana, que até esquecemos da sua condição, porém, ela nos mostra várias perspectivas de uma realidade, que muitas vezes nem percebemos, como é o caso de atravessar a rua, comer, usar uma roupa específica. E até mesmo o lado bom de “não enxergar”, afinal, sentiremos a pessoa de outra forma, vamos observá-la de outra maneira. Nisso, lembrei muito do livro Extraordinário 🙂

"O escuro não era algo ruim... Era algo libertador. Havia tantos cheiros, sons e nuances que só agora eu percebia. A visão é mais fácil, é claro que sim, mas ela faz com que penas coisas incríveis pareçam banais... Será que isso faz algum sentido?"
“O escuro não era algo ruim… Era algo libertador. Havia tantos cheiros, sons e nuances que só agora eu percebia. A visão é mais fácil, é claro que sim, mas ela faz com que penas coisas incríveis pareçam banais… Será que isso faz algum sentido?”

Gostei da forma como Thati Machado utilizou-se de “atos” (que nem peça de teatro), e não capítulos. Porém, a diagramação do livro me incomodou bastante e também a capa. Ah, se fosse pela capa, seria um livro que eu não compraria, porém, já tem uma nova versão, com uma nova capa mais atraente, que se repete nos marcadores,na minha opinião, a versão anterior me chama mais atenção para compra, só que não foi bem aceita pois o público pensou ser livro erótico! #eita (Thati, se quiser capista e diagramadora, chama a Cintia aqui do Elefante Voador 😉 ). Assim como a célebre frase diz: “nunca julgue o livro pela capa”, a narrativa também traz essa mensagem: “nunca julgue alguém pela aparência”.

com-outros-olhos-thati-machado-capa

O desfecho do livro é um capítulo escrito por Arthur, que é muito cativante e te faz querer saber mais. Fiquei muito curiosa de como seria “Com Outros Olhos” numa versão estendida – antes do acidente de Lana, e pós-desfecho do livro. — Thati, nunca te pedi nada, faça isso, por favor!!!! rs.

Sinceramente, é um livro que vale a leitura, e por ser rápido, fica o gostinho de quero mais 😉

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Conheça a Thati Machado:

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Participantes do booktour “Com Outros Olhos”:

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Elefante pergunta: Já conhecia o livro “Com Outros Olhos”?

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