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Híbrida, Mari Scotti — Resenha

Fechando o primeiro círculo de cortesias da Novo Século Editora, o Elefante Voador leu e resenhou o livro Híbrida, da série Neblina e Escuridão, da autora Mari Scotti. Conheça um pouco mais sobre a obra:

h_brida_-_2_edi_oPor toda a vida, Ellene teve a sensação de ser diferente de seus irmãos e dos moradores de sua vila, pois não adquiriu características de lobo, como era esperado. Com um espírito rebelde, resolve desvendar o passado em busca de sua verdadeira origem. O que não planejava era entrar no meio de uma rixa entre vampiros, a raça que aprendeu a temer e odiar desde menina. Para piorar, seus pesadelos voltaram: sonhos com um homem misterioso de olhos ameaçadores, envolvido por uma densa neblina. Há quase cem anos a rainha dos vampiros foi sequestrada e seu marido, Milosh, desde então busca incessantemente encontrá-la. O tempo é escasso e as autoridades do Conselho desejam eleger um rei cruel em seu lugar. Na tentativa de tardar a mudança, ele se une à maior inimiga da rainha. Qualquer erro pode condená-lo à morte e subjugar todos os seus iguais. Ellene e Milosh mal sabem que aquilo que buscam os colocará frente a frente, em uma trama de intrigas, poder, amor e ódio.

Edição: 2
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 9788542807974
Acabamento: Brochura/Capa mole
Páginas: N/A
Data de Publicação: 03/2016
Subtitulo: Série Neblina e Escuridão
Autor: Mari Scotti


Resenha

Histórias sobre vampiros são sempre muito interessantes de ler. Afinal, eles são fortes, sedutores e mortais. Apesar de ficar uma sensação de “mais do mesmo”, o universo vampiresco sempre traz inúmeras possibilidades para ser explorado na literatura. No caso de Híbrida, o fato de ser um livro escrito por uma autora nacional, aumentou meu interesse pela obra.

O ritmo da narrativa é bem dinâmica, uma vez que os capítulos variam entre os dois protagonistas: Ellene, uma jovem que vive em um clã de lobisomens, porém, se sente diferente dos demais por nunca ter manifestado suas características de lobo; e Milosh, um vampiro que busca incansavelmente (por quase cem anos!!!) por sua esposa, a Rainha, que fora sequestrada sem deixar vestígios.

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Enquanto Ellene tenta descobrir informações acerca de sua origem, Milosh precisa impedir que um rei cruel seja coroado no lugar de sua amada Elizabeth. O que eles não sabem é que a busca de ambos acabará os colocando frente a frente.

A protagonista Ellene me agradou bastante. Ela sabe que é diferente dos demais e procura entender o porquê. Mesmo quando está assustada, ela não opta pelo caminho mais fácil e continua com suas buscas. Mas, confesso, que em alguns momentos deu vontade de entrar no livro e socar a cara dela (como pode ser tão lerda para perceber algumas coisas?)

Também gostei muito do Milosh, que não se rendeu ao tempo, mantendo firme suas crenças, lealdade e amor. É um personagem determinado e inteligente, que não mede esforços para resgatar Elizabeth e garantir que os vampiros não saiam do controle.

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Um dos pontos legais do livro, é que a história se passa em São Paulo. Então, muitos dos pontos citados são lugares que passamos ao menos uma vez na vida. Dessa maneira conseguimos visualizar a cena com muita precisão. Além disso, a história também se passa em dias mais atuais e é sempre muito interessante ver essa mistura da modernidade com vampiros que possuem séculos de idade. A trama é bem elaborada, interligando passado e presente de maneira convincente.

Achei bem divertido o fato de autora incorporar na história itens do nosso cotidiano, o que aumenta a proximidade da história com o leitor (como por exemplo Ellene citando frases do seriado Chaves, ou com medo de barata – sério me identifiquei muito).

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O projeto gráfico é clean, bem arejado e não cansa a leitura. Encontrei alguns errinhos de digitação mas, no restante, a diagramação é muito bem executada. Também achei que a capa da segunda edição deixou o livro bem mais atrativo ♥.

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Já os pontos negativos: eu achei algumas passagens da história muito previsíveis. Algumas coisas não ficaram tão bem explicadas (como a questão da idade de Ellene não entra na minha cabeça como ela nunca percebeu). Também não gostei muito da escolha da autora em ficar avançando e voltando na história para contar a mesma cena na perspectiva de outro personagem.

No desfecho do livro eu esperava algo maior, um grande confronto ou uma grande revelação. No final, o melhor amigo de Ellene acaba chegando a conclusão de quem realmente a garota é (mas creio que seja a mesma conclusão do leitor desde os primeiros capítulos).

Ainda sim, fica um quê de mistério para o próximo volume, principalmente sobre qual é a relação da garota com Milosh e qual o paradeiro da Rainha (eu tenho meus palpites) 😉 Agora, só nos resta imaginar o que Mari Scott está preparando para o segundo livro da série. #FicamosNoAguardo

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Elefante pergunta: O quê mais lhe atrai nas histórias de vampiros ?

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