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Carry On, Rainbow Rowel — Resenha

Hoje, 28 de junho, é comemorado Dia Internacional do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) e, para celebrar a data, trazemos para os leitores a resenha de Carry On da autora Rainbow Rowell.

O Elefante Voador teve a oportunidade mega especial de conferir a história antes mesmo do lançamento no Brasil ♥. E conseguimos uma resenha dupla (Isis e Cintia), confiram:

livro

Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu.
Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo.
Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

Edição: 1
Formato: 16×23
ISBN: 9788542808247
Acabamento: Brochura/Capa mole
Páginas: 480
Data de Publicação: 28 de junho de 2016
Subtitulo: Ascensão e queda de Simon Snow
Autor: Rainbow Rowell

Leia um trecho disponibilizado pela Novo Século Editora clicando aqui.


Resenha Carry On:

Primeira impressão: a Isis achou que fosse uma história parecida com Harry Potter e Hogwards. Já a Cintia lembrou-se mais de Magisterium das histórias de Cassandra Clare… Mas não é nada disso! 😛

Em Carry On, Rainbow Rowell explora a história de Simon Snow, que fora retratado em Fangirl como uma espécie de “personagem fictício”. Em Fangirl, Simon é herói de uma série de livros infantis mas, nesta obra, conhecemos mais a fundo toda a jornada do Escolhido, de uma maneira mágica e divertida, com todos os perigos, mistérios e aventuras que uma história envolvendo bruxos (e outros seres do imaginário) poderia ter.

Ele é a nossa maior ameaça. E você é a nossa maior esperança.

O Maior Mago. O Escolhido. O Poder dos Poderes.
Parece estranho acreditar que esse cara deveria ser eu. Porém, também não posso negar. Digo, ninguém mais tem um poder como o meu. Nem sempre consigo controlá-lo ou direcioná-lo, mas ele está lá.

A história demora um pouco para engatar o ritmo, mas logo nos vemos envolvidos com as aventuras e mistérios que envolvem Simon Snow. Ficamos tensas a cada novo perigo que surge no caminho do jovem bruxo e nos questionamos se ele realmente é a chave para tudo. O que parece muito improvável ao longo da leitura, já que ele é muito descontrolado e “normal” para o dever de um Escolhido.

Ao julgar pela capa, estava esperando uma história ao estilo David Levithan (Will & Will – um nome, um destino, garoto encontra garoto)  e, no entanto, fui surpreendida por uma história de fantasia riquíssima.
— Cintia

Eu olho para trás e vejo crianças de pé na ponte levadiça e correndo para a beira das muralhas. O dragão está mergulhando de novo, e eu decido correr para ele. Uma faixa de fogo passa por cima da minha cabeça. Eu me jogo no chão no último segundo e rolo para longe – seus dentes rasgam o chão ao meu lado.

A tradução brasileira arrasou na adaptação das magias e feitiços, usando trechos de músicas, cantigas e ditados populares. É hilário, divertido e ficamos imaginando alguém pronunciando isso e a magia acontecendo. Seguem alguns exemplos:

“Vai sacudir, vai abalar”

“Mortinho da silva”

“Procurando pelo em ovo”

“Para o alto e avante”

entre outros…

A homossexualidade é tratada de uma forma bem diferente do que estou habituada a ler. Não é o foco da história. O foco é a magia, o mundo dos bruxos mas, ainda sim, o sentimento está presente em todas as páginas e de uma maneira encantadora.
Cintia

No começo da história Simon comenta de casais homossexuais dentro da escola de magia, e até pensamos que será esse casal que se desenvolverá ou será observado ao longo da história. Porém, não é bem isso que acontece. A descoberta da sexualidade é tratada de uma forma leve, nada forçado, como realmente acontece durante a adolescência. Muitas vezes queremos nos esconder, criar uma máscara para que ninguém nos descubra e acabamos nos “torturando” tentando mostrar algo que não somos. Dessa forma podemos descrever Baz.

Baz vai revelando aos poucos a sua paixão por Simon “desde sempre”. E claro, surgem as dúvidas se ele pode revelar sua condição sexual para a sociedade, pois vem de uma família dita tradicional, e que importa-se mais com o status social. Tanto é que Baz prefere atacar Simon do que declarar seu amor, já que eles são declarados inimigos desde que entram na escola. Por uma coincidência (ou seria contradição?), eles são destinados a conviver no mesmo quarto durante o período escolar.

Acho que eu poderia beijá-lo. Ele está bem aqui. Seus lábios estão entreabertos  (ele respira pela boca) e seus olhos estão vivos, vivos, vivos.

Os personagens são muito bem construídos e são cativantes cada um a sua maneira. Todo o mistério de Carry On gira em torno de Simon e a profecia sobre ele ser o único bruxo capaz de vencer o tal Insipidium.

Como um todo, trata-se de uma história ousada e apaixonante. O desfecho da história é realmente surpreendente. Nem tudo é o que parece ser. Adorei a leitura e fiquei curiosíssima para conhecer outras obras da autora pois sua narrativa é divertida e envolvente. Fica a dica de um livro de fantasia de um nível espetacular.
— Cintia

Uma história fantasia que é muito próxima a realidade, dada as devidas proporções. E você consegue se identificar com vários aspectos dos personagens. Uma leitura válida para deixar a imaginação solta.
Isis

– Vá lá, então – diz ele. – Siga em frente, Simon.

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Super indicamos a leitura! #CarryOnSimon 

Onde comprar?


Elefante pergunta: Ansiosos para descobrir a história mágica de Carry on?

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