No começo de junho desse ano, tivemos a oportunidade de ir ao lançamento do livro Perfumes de Paris, da Sayonara Salvioli. Nesse dia, eu e a Juliana conhecemos tanto a autora, como também o pessoal da Primavera Editorial (parceira do Elefante Voador ♥), mais o Daniel e o Marcos do Irmãos Livreiros.

O livro Perfumes de Paris faz parte de uma nova coleção da Primavera Editorial, a Coleção Amores Proibidos. Perfumes de Paris apresenta a romântica e moderna Charlotte, que vive uma intensa paixão com o pintor Pierre na Belle Époque parisiense de 1894. De personalidade própria, a protagonista aprecia a liberdade de viver e rompe as amarras de seu tempo, não vivendo à sombra de homens.

Sinopse:

capa perfumes de parisNo romance Perfumes de Paris, o luxo e a sedução da belle époque francesa serão o pano de fundo para um amor proibido e envolvente. Junto com os protagonistas, o leitor caminhará pelo Quai des Tuileries e pela Pont Neuf; visitará a catedral de Notre-Dame e se encantará com os Jardins de Luxemburgo. Também será convidado a percorrer outros lugares marcantes da Cidade-luz, como o bairro boêmio de Montmartre e seu glorioso Moulin Rouge. Mas será fora dos círculos de glamour que a protagonista conhecerá o amor. A romântica e – ao mesmo tempo – moderna Charlotte, uma perfumista à frente de seu tempo, encontrará no pintor Pierre o maior sentimento que já conheceu. Porém, o amor chega com uma proibição causada por um antigo segredo. E, logo adiante, o casal enfrentará uma barreira ainda maior e mais severa… Com passagem também pelos canteiros floridos de Grasse – a Capital Mundial do Perfume – e pelos campos de lavanda da região de Provence, Perfumes de Paris apresenta uma história de amor em todas as suas fases: a surpresa, o encanto, o medo, a ameaça, a sensualidade e o êxtase!

Capa comum: 160 páginas
Editora: Primavera; Edição: 1ª (8 de junho de 2016)
Idioma: Português
ISBN-10: 8555780160
ISBN-13: 978-8555780165
Dimensões do produto: 20,8 x 13,4 x 1 cm
Peso do produto: 181 g
Número de páginas: 160
Acabamento: Brochura


Resenha Perfumes de Paris:

Charlotte Emanuelle está com 27 anos, solteira e é dona de uma perfumaria, ou seja, ela produz as fragrâncias dos perfumes. Mesmo sendo de família rica e conservadora, ela sempre quis ter a sua independência, dessa forma, preferiu não se casar cedo para manter o status social, por exemplo, até encontrar o amor de sua vida, algo que era incomum naquele tempo.

Ela mora numa mansão com seu avô e empregados, e seus pais faleceram quando ela era criança. Frequentadora de lugares tanto da alta sociedade como também de locais artísticos, bordéis, teatros, e com amizades variadas. Charlotte nos apresenta vários lugares de Paris, como o Moulin Rouge, e pessoas conhecidas mundialmente, como o pintor Toulouse Lautrec, da qual ela tem amizade.

Após mensurar vários detalhes de Paris, além de histórias sobre seus antepassados, Charlotte tem uma visão num espelho de um homem da qual ela logo se apaixona, e tem a certeza de que irá encontrá-lo em algum momento, o tal homem encantador de olhos azuis (“iguais o Mar da Córcega”).

Passado alguns dias, esse momento chega e eles finalmente se encontram, precisa nem adivinhar, né? Foi aquela paixão a primeira vista. Pierre é um pintor pauvre (pobre, em francês), que mora num cômodo pequeno, em um sobrado, apenas com seu material de trabalho. Após poucos encontros, a paixão é tanta que Charlotte decide apresentá-lo ao avô, para ele dar o “aval” do romance.

Nessa apresentação, o baque, o choque e um dos pontos altos da história, o avô proíbe o romance. Porém, Charlotte vai contra os seus argumentos, o amor fala mais alto, ela sai da mansão, casa-se (informalmente) com Pierre e vai morar com ele no sobrado. Após esses acontecimentos, Pierre descobre-se doente, ele tem a doença mais assustadora daquele tempo: tuberculose. Mesmo achando que irá morrer (pois ele tosse sangue), o casal segue firme e forte.

Charlotte junta todas as suas economias, vende algumas jóias e contrata seu médico de confiança para tratar a doença. Nessa corrida contra o tempo da doença, o avô morre, e a mansão é entregue à perfumista. Eles conseguem amenizar a doença de Pierre, e o casal segue em frente. Ela fazendo os perfumes e ele tornando-se um pintor famoso.

Óbvio que escondi vários detalhes, para não dar spoilers, porém, acho que resumi bem o contexto. 🙂

O livro é narrado em primeira pessoa e a história é contada em forma de diário, como se Charlotte estivesse escrevendo-o e dialogando com o mesmo. Confesso que ela me irrita em muitos momentos, pois começa a lembrar de algo e diz que irá contar mais pra frente, não concluindo a história naquele momento. Tem um vai e volta que até me perdi.

A narrativa se utiliza de muitas palavras em francês, porém, fáceis de decifrar ou entender. Não gosto dos diálogos, há uma visão bucólica, romântica-sonhadora, os dois se tratam como deuses gregos, chamando um ao outro de Apolo e Venus, bem piegas, que não sei se é possível alguém ser tão romântico assim. (Pensando bem, tem gente que escreve miguxês quando está namorando, então… é… to achando que é melhor o romance da Charlotte e Pierre hahaha). 

Uma coisa que eu achei “pecado” foi a diagramação do livro. Há ponto positivos como o título serem em fontes diferentes do restante do parágrafo, cada capítulo tem uma citação de algum poeta ou pessoa famosa, mas há capítulos que iniciam-se no fim da página, e algumas citações ficaram divididas, por exemplo; ficou um corte muito brusco.

Não é um livro que me agradou por ser piegas e Charlotte ser sonhadora. Achei que a personagem poderia ser mais empoderada já que na sinopse diz que ela está “a frente do seu tempo”, mesmo que ela tenha seu próprio negócio. Não gostei do modo como fala de Pierre, o chama de “coitadinho”, fica com dó dele, por conta da doença, sente pena pelo seu passado. Sabemos que ninguém quer ver a pessoa que ama morrer, mas ficar com dó, também não faz bem.

Vale acrescentar que se você é fã de Moulin Rouge, vai dar saudades de assistir ao filme para lembrar as cenas do livro. Por coincidência ou não, se passam na mesma época e até Lautrec participa de ambos.

perfumes de paris autografado

Dica: a Sayonara Salviolli estará no estande da Primavera Editorial na Bienal do Livro, no dia 31 de agosto, das 19h às 20h.


Você pode encontrar o livro em:

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