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Nildrien: o pergaminho, Manoel Batista | Resenha

Olá amigos do Elefante Voador! Hoje é sábado, dia de resenha e hoje trazemos o livro Nildrien: o pergaminho da Talentos da Literatura Brasileira ♥, o selo da Novo Século Editora que a gente A-DO-RA. E foi o próprio autor, Manoel Batista, que nos enviou o exemplar, então, com o maior carinho do mundo, chegou a nossa vez de dizer o que achamos da obra. Confira:

capaEm um mundo de fantasia medieval, o despertar de uma poderosa energia em uma caverna milenar e remota faz com que os mais poderosos reinos de Nildrien se mobilizem para conseguir o artefato portador do poder: um antigo pergaminho criado pelo maior de todos os magos, contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial.
Sem poder enviar seus mais experientes e poderosos membros, resta às forças de reinos aliados formarem um grupo de jovens aventureiros para enviá-los ao maior desafio de suas vidas: uma aventura entre guerreiros, magos e monstros que dividem um cenário onde o fantástico e a magia se mostram mais presentes do que nunca. Uma jornada que mudará para sempre a vida desses jovens, repleta de drama, ação e humor.

Páginas: 588
Edição: 1ª
Preço: R$ 45,00
Formato: 14 X 21
Acabamento: brochura
ISBN: 978-85-0643-4
Categoria: Ficção; Literatura brasileira


Resenha

Nós do Elefante Voador já estamos mais do que convencidas que os jogos de RPG podem render livros incríveis (veja os exemplos de O Despertar do Guardião e A Lenda de Materyalis). Nildrien: o pergaminho vem para reforçar essa ideia com uma narrativa riquíssima de fantasia envolvendo aventuras, perigos e busca incansável pelo poder.

Na obra de Manoel Batista, a história começa quando um grupo de mineradores descobre, durante exploração em uma caverna antiga, a localização de um tesouro com valor inestimável. A maioria deles morre no local e apenas dois mineradores conseguem sair ilesos. Após esta descoberta, uma grande energia é despertada no interior da caverna, chamando a atenção dos reinos mais próximos.

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Acredita-se que em meio a este tesouro, está um item de valor inestimável: um pergaminho criado por Arkross, o maior mago de todos os tempo contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial. E é justamente evitar que o pergaminho caia em mãos erradas que o Reino de Nalim envia um grupo de jovens aventureiros para recuperar o item e deixá-lo em um local seguro. Acompanhamos então, uma verdadeira corrida contra o tempo, pois além dos jovens heróis de Nalim, outro grupo formado por integrantes do Reino das Trevas, Asenhar, também parte em direção a caverna antiga com intenção de encontrar o pergaminho.

As criaturas da caverna estão enlouquecidas, e se eu estivesse em seu lugar, tomaria bastante cuidado se desejam aventurar-se em seu interior.

O autor nos apresenta, logo no início da obra, mais de quinze personagens que terão papel fundamental na trama. Alguns deles cativam o leitor logo de cara enquanto outros são mais misteriosos. Trata-se de uma história onde é bem difícil escolher um único personagem preferido, afinal, cada um deles têm personalidade e habilidades únicas (eu gostei de pelo menos uns cinco deles – ou mais).

Reks era um meio-dragão de bronze, […] Quando transformado, a força e as habilidades de um meio-dragão crescem assustadoramente, sendo este provavelmente o motivo pelo qual Haoru ordenou a Reks que não contivesse sua força.

No início, é normal ficar perdido com tantos personagens ganhando foco, mas quando a narrativa começa a engrenar é difícil desgrudar os olhos da leitura sem descobrir o desfecho da história. Mas logo nos vemos cativados e temerosos, pois são inúmeros os perigos que vemos os jovens aventureiros de Nalim enfrentarem até o final do livro.

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Eles vão precisar enfrentar monstros dos mais diversos, mercenários e ambientes hostis, além da própria viagem, que é absurdamente desgastante para todo o grupo. Quanto mais próximos da caverna, maiores ficam os perigos enfrentados pelo grupo. As cenas de lutas descritas no livro são super bem escritas, sentimos cada golpe como se fosse em nós mesmos. Um ponto que achei bem legal na narrativa, é que acredito que os jogadores de RPG vão se sentir super familiarizados com a linguagem apresentada no livro (danos, magias, cenários etc).

No geral, gostei muito do livro. O começo da história eu demorei bem mais do que meu tempo médio para ler. Para ser sincera, Nildrien: o pergaminho me prendeu de verdade da metade para a frente quando a jornada do grupo de Nalim chegou ao seu ápice. Devorei capítulo depois de capítulo até descobrir o destino do pergaminho. Por alguns momentos me peguei prendendo a respiração de tão tensa fiquei, principalmente durante batalhas em que eu temia pela vida dos meus personagens preferidos.

E então soou um grito, seguido de um som de espada dilacerando carne. Depois o silêncio voltou finalmente a imperar na noite fria, eu se fazia na Vila de Drend.

Manoel Batista é super detalhista nas descrições de cenários então conseguimos imaginar perfeitamente os ambientes por onde o grupo passa. Ele também consegue transmitir de maneira bem sólida os sentimentos de cansaço, medo e perseverança dos personagens para o leitor.

Embora estivesse  cansados e por diversas vezes durante a viagem ralhassem e amaldiçoassem aquele lugar, dentro deles crescia cada vez mais um estranho e poderoso respeito pela Caverna Antiga. Realmente, se conseguissem regressar daquela aventura e ainda mais com o pergaminho em posse, seria uma tremenda  glória e um verdadeiro feito para se contar por gerações […]

O final me surpreendeu bastante, principalmente, por ter deixado algumas questões (bem importantes) a serem respondidas nos próximos volumes. As aventuras dos jovens heróis de Nildrien estão bem longe de terminar. E nós do Elefante Voador já queremos mais!

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Conclusão: Se você gosta desse ambiente de fantasia medieval ou adora um bom jogo de RPG, se você gosta de grandes rixas entre reinos e busca por poder, então vai adorar se aventurar no universo de Nidrien: o pergaminho. 

Onde comprar?


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