Deuses Americanos é uma das obras primas de Neil Gaiman, lançado em 2001 pela Editora Conrad, e agora, será relançado em uma nova edição “preferida do autor” pela Editora Intrínseca, que estará disponível nas livrarias a partir de 24 de outubro. Nessa nova edição contará com capítulos expandidos, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução.

Em 2017 a obra será adaptada para a TV, em uma série produzida por Bryan Fuller (das séries Hannibal, Pushing Daisies e dos novos filmes da franquia Star Trek) e pelo próprio Gaiman. Shadow Moon será interpretado pelo ator Ricky Whittle (da série The 100), enquanto Ian McShane (Piratas do Caribe e Game of Thrones) fará Wednesday. Completam o elenco Gillian Anderson (Arquivo X), Emily Browning (Desventuras em Série), Pablo Screiber (Orange is The New Black) e Crispin Glover (De Volta Para o Futuro). O primeiro trailer já foi divulgado:

Enquanto aguardamos essa nova edição e o seriado, que tal conferir a resenha de Deuses Americanos?

Sinopse:

 

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Capa da Editora Conrad

“Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa perspicaz adotados desde Sandman. Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro – e, ao mesmo tempo, de dentro para fora – da alma e espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obssessões por dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.”

Capa comum: 448 páginas
Editora: Conrad; Edição: 3ª (4 de abril de 2011)
Idioma: Português
ISBN-10: 8576164590
ISBN-13: 978-8576164593
Dimensões do produto: 22,8 x 15,6 x 2,4 cm
Peso do produto: 640 g


Resenha:

Neil Gaiman é conhecido por suas obras fantasia, e, principalmente pelo livro Deuses Americanos (além de Sandman), que está em pré-produção para a televisão.

Shadow é um ex-presidiário que é liberado da prisão com antecedência por bom comportamento. Após a morte em um acidente de carro que matou sua esposa, Shadow está perdido, sem ter para onde ir, e é aí que ele conhece Wednesday, também conhecido pelo nome Odin, pois, Wednesday na verdade é um deus. (Curiosidade: Quarta-feira é o Dia de Odin na mitologia nórdica, por isso, o nome Wednesday).

Wednesday recruta Shadow para tentar reunir os deuses esquecidos, que vivem uma vida “humana” nos dias atuais, para lutarem contra os deuses modernos: a mídia, internet, tecnologia que afastam as pessoas cada vez mais umas das outras. Assim, eles lançam uma tempestade psicoespiritual, que aparenta ser bem real, exemplo: Shadow recebe visitas do espectro de sua mulher morta, que parece estar bem viva.

Os deuses vivendo de forma decadente traz um efeito trági-cômico ao livro, mostrando que, na verdade, os deuses precisam mais de nós, do que nós precisamos deles.

O final do livro é daqueles que eu adoro, nunca fica muito claro o que realmente aconteceu, fazendo com que cada um imagine a situação que mais lhe agrada.

Gaiman traz ao público aquilo o que ele tem de melhor: fantasia urbana e devaneios, e mais uma vez, não desaponta seus fãs.


Elefante pergunta: Quem já leu Deuses Americanos?

One thought on “Deuses Americanos, Neil Gaiman | Resenha

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