Hoje, 31 de outubro, é comemorado em muitos países o Dia das Bruxas. Para celebrar a data à nossa maneira, nós do Elefante Voador fizemos uma seleção super especial com 13 livros da Darkside Books para ler no Halloween. Afinal, existe editora mais dark do que a editora da caveirinha?

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Top 13 livros da Darkside Books para ler no Halloween:

1 – Ed & Lorraine Warren: Demonologistas, Gerald Brittle

ed-lorraine-warren-darkside-livro-capa3dNão é de hoje que os fãs do terror conhecem Ed Warren e sua esposa, Lorraine. O casal foi retratado em filmes de grande sucesso, como Invocação do Mal, Annabelle e Horror em Amityville.

Mas basta folhear as páginas de Ed & Lorraine Warren: Demonologistas para constatar que, muitas vezes, a vida pode ser bem mais assustadora que o cinema. Principalmente para aqueles que não têm a pretensão de negar fenômenos que nem mesmo a ciência é capaz de explicar.

Em Ed & Lorraine Warren: Demonologistas, Gerald Brittle desvenda alguns dos principais casos reais vividos pelos Warren. Ed e Lorraine permitiram ao autor acesso exclusivo aos seus arquivos sobrenaturais, que incluem relatos extraordinários de poltergeists, casas mal-assombradas e possessões demoníacas. O resultado é um livro rico em detalhes como nenhum outro.

Lançado originalmente em 1980, e até então inédito no Brasil, Ed & Lorraine Warren: Demonologistas é, sem dúvida, o mais completo dossiê sobre os exorcistas/caçadores de fantasmas mais famosos do mundo. Virou o livro de cabeceira do diretor James Wan (Jogos Mortais, Invocação do Mal 1 e 2, Annabelle), além de servir de fonte de inspiração para Vera Farmiga, que interpreta a Sra. Warren no cinema.

Nas páginas do livro, o leitor acaba se tornando um pouco mais íntimo de Lorraine Rita e Edward Warren Miney. Duas almas gêmeas que se completavam ao dividir, entre tantas coisas, a mesma vocação: oferecer ajuda espiritual aos possuídos e atormentados.

2 – Amityville, Jay Anson

amityville-livro-darkside-books-capa-02No sugestivo dia 13 de novembro de 1974, a polícia do condado de Suffolk foi surpreendida por um crime brutal que chocou os Estados Unidos e se tornou assunto em todo o mundo envolvendo a pacata família Defeo.

Alguns dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu ter matado seus pais e quatro irmãos com tiros nas costas, alegando ter sido influenciado por vozes que ouvia dentro de sua cabeça.

O crime chocou a população, que começou a tecer teorias; algumas pessoas estranhavam o fato de que todas as vítimas foram encontradas de bruços, outras questionavam como nenhuma delas acordou com os barulhos dos tiros. Não demorou muito para a casa ser considerada mal-assombrada, virando inclusive objeto de estudo dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren.

Treze meses depois da chacina, George e Kathleen Lutz resolveram recomeçar a vida em uma nova residência que compraram por uma pechincha. Vinte e oito dias depois, os cinco membros da família fugiram aterrorizados, deixando a maior parte de seus pertences para trás.

Estranhos eventos começaram a acontecer, afetando a vida dos Lutz e indicando que uma presença maligna habitava a casa. Embora tenha sido amplamente divulgada pela mídia, em especial nos jornais e nas revistas da época, muitas vezes de maneira sensacionalista, a história da casa nunca havia sido contada com riqueza de detalhes — até Jay Anson decidir reconstruí-la e transformar seu livro de não-ficção em um dos relatos paranormais mais importantes e conhecidos de todos os tempos.

Adaptada várias vezes para o cinema e contando também com diversos spin-offs, a história de Amityville hoje é amplamente conhecida e é considerada um dos mais importantes relatos sobre casas mal-assombradas da cultura popular. No entanto, diversos detalhes da casa permanecem em segredo. Que presença maligna é essa que estava lá dentro? Só lendo Amityville para descobrir…

3 – Hellraiser – Renascido do Inferno, Clive Barker

hellraiser-capa-3dEscrito em 1986, Hellraiser – Renascido do Inferno apresentou ao público os demoníacos Cenobitas, personagens criados por Clive Barker que hoje figuram o seleto grupo de vilões ícones da cultura pop como Jason, Leatherface ou Darth Vader. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que estimulam a imaginação dos leitores e superam, de longe, o horror do cinema.

Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno  (The Hellbound Heart, no original) já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker:

A única maneira foi escrever o romance com a intenção específica de filmá-lo. Foi a primeira e única vez que fiz assim, e deu resultado.

De leitura rápida e devastadora, Hellraiser – Renascido do Inferno conta a história de um homem obcecado por prazeres pouco convencionais que é tragado para o inferno. Inspirado nas afinidades peculiares do autor, o sadomasoquismo é um tema constante em sua arte.

4 – Evangelho de Sangue, Clive Barker

evangelho-de-sangue-darksidebooks-clive-barker-hellraiser-capa-3dEvangelho de Sangue oferece uma junção clara dentro do universo de Barker. Os leitores mais atentos já perceberam que as histórias dele se passam em um mesmo universo, mas, agora, o mundo de Hellraiser é explicitamente unido ao do detetive Harry D’Amour – que aparece em outras histórias do autor, como o conto “The Last Illusion”, presente no sexto volume dos Livros de Sangue, e no romance Everville.

D’Amour, que se dedica a investigar casos sobrenaturais, mágicos e malignos, vem encarando seus demônios pessoais há anos. Quando ele se depara com uma Caixa das Lamentações – neste livro, Barker expande a mitologia da Caixa de Lemarchand, e conta que ela é só uma das muitas Caixa das Lamentações que existem por aí –, seus demônios internos são substituídos por demônios de verdade, conforme ele se vê enredado em um terrível jogo de gato e rato, absolutamente complexo, sangrento e perturbador.

Evangelho de Sangue reconduz os leitores ao tempo marcado por dois de seus mais icônicos personagens, que conduzem a história em uma batalha entre o bem e o mal tão antiga quanto o tempo, onde o autor conecta a mitologia de Hellraiser ao Inferno bíblico. Segundo o escritor inglês Michael Marshall Smith:

o embate entre D’Amour e Pinhead é meticulosamente construído, infinitamente criativo e tem muito bom humor. A personificação do mal está nos detalhes, é claro, e a imaginação singular de Barker permanece extraordinariamente fértil. Ele está no controle total de sua prosa […] e percebe-se que este é um romance de um homem feliz por estar de volta, que ainda tem muito para nos oferecer. […] É um universo estranho e secular. Venha ver o seu lado sombrio, se tiver coragem.

Clive Barker retorna à sua poderosa voz narrativa em grande estilo. Evangelho de Sangue é o sombrio, sangrento e brutal épico do terror, narrado pelo mestre inquestionável do gênero.

5 – Fábrica de Vespas, Iain Banks

fabrica-de-vespas-iain-banks-darkside-books-post-3d-siteFrank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho.

Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.

Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo.

Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Frank, a estreia literária do autor escocês Iain Banks polarizou a crítica e os leitores quando foi publicada pela primeira vez, em 1984. Sua obra foi tão aclamada quanto criticada, devido à sua macabra descrição da violência. Livro que evoca tanto O Senhor das Moscas (1954) como o Precisamos Falar sobre Kevin (2003), Fábrica de Vespas consegue produzir um olhar ao mesmo tempo bizarro, imaginativo, perturbador e repleto de humor negro do que se passa dentro da mente de uma criança psicopata.

6 – O Demonologista, Andrew Pyper

demonologista-3d“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista, é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.

Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

Este é um daqueles livros que você não consegue largar até acabar a última página, ainda que vá precisar de muita coragem para seguir em frente. O livro ganhou o Prêmio de Melhor Romance do International Thriller Writers Award (2014), concorrendo com autores como Stephen King. Entrou em diversas listas de melhores livros de 2013, foi finalista do Shirley Jackson Award (2013) e do Sunburst Award (2014), chegou ao topo da lista dos mais vendidos do jornal canadense Globe and Mail e foi publicado em mais de uma dezena de países.

7 – Os Condenados, Andrew Pyper

os-condenados-andrew-pyper-3dEm Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista.

Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.

Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco.

8 – Exorcismo, Thomas B. Allen

timthumbUm fenômeno quase paranormal atingiu o mundo em 1973. Multidões sofreram de náuseas, desmaios, alucinações e calafrios, numa histeria coletiva sem precedentes. Todos aparentemente possuídos por um filme: o já clássico O Exorcista, dirigido por William Friedkin e adaptado do romance que o roteirista Willian Peter Blatty lançara dois anos antes e que completa 45 anos em 2016.

Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.

A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro Exorcismo, do jornalista Thomas B. Allen, lançado pela DarkSide Books em 2016. Exorcismo narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos.

Thomas B. Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren definiram a obra de Thomas B. Allen como “um documento fascinante e imparcial sobre a lluta diária entre o bem e o mal”.

9 – Psicose, Roberto Bloch

timthumb-1Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas.

O livro teve dois lançamentos no Brasil, em 1959 e 1964. São, portanto, quase 50 anos sem uma edição no país, sem que a maioria das novas gerações pudesse ler a obra original que Hitchcock adaptou para o cinema em 1960. A DarkSide lançou em 2013 duas edições de Psicose em versões brochura (classic edition) e capa dura, limited edition que incluiu um caderno especial com imagens do clássico de Hitchcock.

Uma história curiosa envolvendo o livro é que Alfred Hitchcock adquiriu anonimamente os direitos de Psycho e depois comprou todas as cópias do livro disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, ele conseguisse manter a surpresa do final da obra.

10 – Evil Dead – A Morte do Demônio [Arquivos Mortos], Bill Warren

timthumb-2Evil Dead (1981), lançado originalmente no Brasil como A Morte do Demônio, foi escrito e dirigido por Sam Raimi, diretor mais conhecido pela primeira trilogia do Homem-Aranha (2002, 2004 e 2007) e de Oz: Mágico e Poderoso (2013), livre adaptação do clássico de L. Frank Baum, O mágico de Oz (1900). Raimi é também o responsável pela refilmagem deste clássico que une horror e comédia com estreia prevista para 2013, tendo escrito o roteiro e cuidando da produção executiva.

Evil Dead conta a história de como Ash – interpretado com tanta competência e inventividade por Bruce Campbell que acabou por se tornar um ícone – e seus amigos vão para uma cabana no meio da floresta para curtir as férias (como todo filme clássico de terror que se preze) e acabam encontrando um antigo livro encadernado com pele humana e escrito com sangue, o Livro dos Mortos – Necronomicon, homenagem ao mestre dos contos de terror H.P. Lovecraft. Ao tentarem descobrir do que se trata a obra, acabam por liberar demônios, que vão partir com tudo para cima dos jovens.

Feito com pouquíssimo dinheiro e filmado no interior do Tennessee com uma steadycam feita em casa no melhor estilo do it yourself, o longa é praticamente uma cartilha para quem deseja produzir os seus próprios filmes. Uma mistura sem comparações de terror sangrento e humor vulgar que influenciou gerações de fãs e futuros cineastas, como Peter Jackson (diretor de O Hobbit e da trilogia O Senhor dos Anéis), que garante ter sido muito influenciado no início da carreira pelo clássico de Raimi para realizar os seus filmes de terror.

Para escrever o livro Evil Dead – A Morte do Demônio [Arquivos Mortos], o aclamado crítico de cinema Bill Warren teve acesso total ao arquivo de Raimi e das três produções e nos revela detalhadamente e sem censura alguma o making of dos filmes, incluindo longas e exclusivas entrevistas com o elenco e a equipe de produção; fotografias raras e inéditas da filmagem; o storyboard; esboços dos concepts e figurinos dos demônios; histórias dos bastidores das filmagens e muito mais.

Em Evil Dead – A Morte do Demônio [Arquivos Mortos],  Warren analisa minuciosamente o trabalho de Raimi em um livro que é como um saboroso prato cheio de vísceras e sangue para aqueles que estão famintos, aguardando ansiosos pelo remake deste clássico do horror e da comédia, que bebe em outros clássicos da comédia pastelão como Os Três Patetas e O Gordo e o Magro. Como diria Ash, personagem imortalizado por Bruce Campbell: “Maravilha! Viva o rei, baby!”

11 – O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos],  Stefan Jaworzyn

timthumb-3Do mesmo diretor de clássicos do cinema de terror, como Poltergeist (1982, parceria com Steven Spielberg), e de Pague para Entrar, Reze para Sair (The Funhouse, 1981), o cultuado O Massacre da Serra Elétrica marcou o inconsciente coletivo com seu serial killer mascarado. Em 1974, o filme de horror de baixo orçamento e sem estrelas causou pânico entre os censores, ao mesmo tempo em que arrancou dos fãs as mais diversas manifestações de júbilo e alegria, e continua ainda hoje tão poderoso e impactante quanto quando lançado, 30 anos atrás. Prova disso é o remake 3D lançado neste começo de 2013.

O filme é inspirado no psicopata Ed Gein – que exumava cadáveres de cemitérios, produzindo com eles relíquias para a sua coleção particular de memorabilia –, e num crime que havia acontecido um ano antes no Texas e chocado a sociedade norte-americana, que deu origem a uma série de lendas urbanas. O Massacre da Serra Elétrica acabou por se tornar um do mais importantes e controversos filmes de terror da história do cinema, influenciando praticamente todo grande filme do gênero feito após dele. A obra dirigida por Tobe Hooper chamou a atenção e ganhou o respeito dos fãs do gênero por abordar a história de maneira realista, quase documental, o que confundiu e assustou autoridades e censores mundo afora, que proibiram a obra por muitos anos de ser exibida em dezenas de países, o que só ajudou a despertar a curiosidade do público. Curiosamente, o filme tem pouco sangue, mas impressiona pelas interpretações convincentes de todos.

Ed Gein – que já havia sido inspiração para Norman Bates, de Psicose (1960), clássico de Alfred Hitchcock, e iria inspirar mais tarde Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes (1991), de Jonathan Demme – foi a principal referência para Gunnar Hansen, o ator responsável pela seminal interpretação de Leatherface, que inclusive gerou especulações de que algumas das cenas do filme seriam reais. O enredo é simples e conhecido: jovens em seu furgão pelas estradas do Meio-Oeste norte-americano param em uma fazenda a procura de ajuda. Começa então uma caçada aterrorizante, repleta de suspense e horror, que vai culminar com o massacre do título.

Em O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos], você vai conhecer tudo sobre esta obra incomparável do medo, escrito por alguém que é fã do assunto. O livro do músico e escritor Stefan Jaworzyn reúne histórias dos bastidores dos filmes da série, perfis do diretor e do psicopata que inspirou o longa, críticas da época, além dos relatórios que recomendavam a censura do filme, tudo amplamente ilustrado com fotografias raras e inéditas da filmagem e os cartazes que a obra ganhou mundo afora.

Baseado em novas e completas entrevistas com mais de 20 pessoas do elenco e da equipe de produção, O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos]  apresenta pela primeira vez o making of e a história completa da série, revelando seus bastidores e inclui um prefácio do próprio Leatherface (Gunnar Hansen); fotografias raras e inéditas das produções; cobertura aprofundada das cinco sequências que o filme teve até hoje, e muito mais.

Aumente o volume de sua serra elétrica e disseque este clássico que já foi definido como “A degradação absoluta da imaginação artística” e ajudou a formar muitos diretores da nova geração!

12 – A Noite dos Mortos Vivos, John Russo

timthumb-4Se hoje os zumbis estão em alta – influenciados em grande parte pela série The Walking Dead e por games como Resident Evil e filmes como Zumbilândia, além de contracenar com Brad Pitt – é porque, em 1968, George Romero e John Russo se reuniram para escrever o roteiro de A Noite dos Mortos Vivos e mudar a história do cinema. O filme revolucionou o mito sobre as criaturas que voltavam do além: as superstições vodus das velhas produções B deram lugar à epidemia de fome canibal nas ruas norte-americanas. Criaturas similares já haviam aparecido antes nas telonas, mas foi em A Noite dos Mortos Vivos a primeira vez em que foram retratados como uma praga devoradora de carne humana.

“Sempre nos referimos a A NOITE DOS MORTOS VIVOS como o Cálice Sagrado dos filmes de zumbi. Regras como ‘Você deve atirar na cabeça para matá-los’ não existiam antes de 1969. Agora é parte da cultura pop. Então devemos muito à visão de Romero e de Russo e ao mundo que eles criaram. O filme foi uma espécie de farol para o episódio piloto da série The Walking Dead”, afirmou Greg Nicotero, o maquiador da série.

Outra obra que marcou definitivamente a cultura pop e teve como uma de suas inspirações o clássico de 1968 foi “Thriller”, o clipe de Michael Jackson, dirigido por John Landis, cultuado diretor de filmes como Um Lobisomem Americano em Londres e Além da Imaginação, o Filme.

O próprio John Russo (que também atua no clássico de 1968 como um zumbi, não creditado) adaptou a história do filme neste romance que a DarkSide trouxe para o Brasil. A Noite dos Mortos Vivos inclui ainda uma surpresa para os leitores: o texto integral da sequência do clássico, que nunca chegou a ser filmada, chamada de A Volta dos Mortos Vivos (não vai confundir com a comédia trash de 1985, que também contou com Russo no time de roteiristas).

13 – Sexta-feira 13 [Arquivos de Crystal Lake], David Grove

livro-sexta-feira-13-darksidebooks-capa-dura-702x1024Você conhece o homem atrás da máscara de hóquei. Há 35 anos, Jason Voorhees é sinônimo de terror. A lenda do assassino foi recontada inúmeras vezes em cinemas poeira, aparelhos de VHS ou em reprises nas madrugadas da TV. Ícone supremo dos slasher films, Jason tem um currículo imbatível no número de vítimas: 146, desde a última contagem do portal Rotten Tomatoes. Aposto que você sabe tudo sobre ele. Será?

Em Sexta-feira 13 [Arquivos de Crystal Lake] você vai entender todos os processos de criação, produção e filmagem do primeiro filme, o eterno Sexta-Feira 13, de 1980. Fotos inéditas e centenas de depoimentos dos atores, membros da equipe e de fãs que também se destacaram no mundo do terror. A cada parágrafo, você vai se sentir andando pelos bastidores das filmagens. Leia o que o astro Kevin Bacon, o diretor Sean S. Cunningham, a donzela Adrienne King, mamãe Betsy Palmer e os rivais Wes Craven e Robert Englund têm a dizer sobre esse clássico. Jason permaneceu calado.

David Grove tomou coragem para revirar os corpos empalados a machete, entre outros objetos perfurantes, e encontrou pérolas que os verdadeiros fãs não podem perder por nada. O prefácio é assinado pelo mestre Tom Savini, responsável pela maquiagem e os efeitos especiais de qualquer bom filme sanguinolento que se preze. Incluindo, claro, Sexta-Feira 13.

Leia Sexta-feira 13 [Arquivos de Crystal Lake] e tente não ficar na cabeça com o famoso efeito sonoro que prenuncia a chegada do assassino. Ei, o que é isso atrás de você?


Elefante pergunta: Qual desses livros publicados pela Darkside Books representa melhor o clima do Halloween?

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