PAX, de Sara Pennypacker, foi lançado no Brasil em julho deste ano pela Editora Intrínseca ♥. Comprei meu exemplar durante a Bienal do Livro de São Paulo e, somente agora (em novembro), tive a oportunidade de ler. Conheça um pouco mais sobre a obra e, em seguida, confira a resenha do Elefante Voador:

capa_pax_gPeter e sua raposa Pax são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.
Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, explorando sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o meio ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos.
Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.

Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: Regiane Winarski
Páginas: 288
Gênero: Ficção
Formato: 14 x 21
Lançamento: 01/07/2016

Leia um trecho do livro disponibilizado pela Editora Intrínseca clicando aqui.


Resenha

Por onde começar a falar deste livro?

PAX conta a história de Peter, um garoto de doze anos que, logo no primeiro capítulo, precisa se separar de sua raposa de estimação, Pax. O pai de Peter vai para a guerra e garoto precisa passar uns tempos com o avô. É justamente por este motivo, que Peter e seu pai, levam Pax para um bosque onde ela ficará segura e, quem sabe, encontrará outros animais de sua espécie.

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Não demora muito para Peter perceber que ele fez a pior coisa de sua vida: largar uma raposa, que ficou cinco anos domesticada, acostumada a receber alimento, abrigo, amor… em um ambiente onde ela teria de sobreviver sozinha. Peter começou a achar que Pax não sobreviveria por muito tempo, até porque, ele a adotou quando ela era um bebezinho.

Ele respirou fundo e se sentou abruptamente. Rasgou a foto no meio, depois rasgou outra vez, e jogou os pedaços embaixo da cama.
Abandonar Pax não era o certo a fazer.

Decidido a encontrar a raposa, Peter foge da casa do avô na intenção de cruzar as centenas de quilômetros que o separava do melhor amigo e trazê-lo de volta para casa. E, é neste momento, que uma verdadeira história de amizade, determinação e lealdade começa.

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PAX tem capítulos alternados que ora acompanham Peter, ora acompanham Pax. Sara Pennypacker tem uma narrativa muito cativante. Levei apenas algumas horas para concluir a leitura e ainda fiquei querendo mais.

Pax amava seu menino, mas, acima disso, sentia-se responsável por ele. Tinha o dever de protegê-lo. Quando não podia cumprir esse papel, a raposa sofria.

No livro, nos deparamos com grandes lições de amor e amizade. Daquelas que está cada vez mais raro de se ver nos dias de hoje. Onde colocamos o bem estar do outro acima de nossa própria felicidade. É realmente incrível.

Caminhou por cinco horas seguidas, sem descanso. Seus calcanhares se encheram de bolhas dolorosas e os ombros doíam sob o peso da mochila, mas ele mantinha viva a esperança, pois cada passo o levava para mais perto de Pax e da casa que não deveria ter deixado para trás.

Enquanto vemos Peter se aventurar em uma jornada onde as chances de sucesso são tão pequenas e, mesmo assim, ele não desiste por nenhum segundo de encontrar sua raposa, nós faz perguntar: por quantas pessoas/amigos/animais eu estaria disposto(a) a fazer a mesma coisa?

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Da mesma maneira que a lealdade de Pax nos surpreende a cada novo capítulo. A raposa também está determinada a voltar para seu menino e enfrenta diversos perigos para que isso aconteça. Já o final machuca… e no entanto, é perfeito.

— Uma raposa domesticada solta na natureza? Você sabe que ela pode já ter morrido, não sabe?
— Sei —respondeu Peter. —E seria culpa minha. Se minha raposa tiver morrido, preciso levá-la para casa e enterrá-la. Tenho que encontrar minha raposa de qualquer jeito e levá-la para casa.

E não é só isso. PAX traz muitos questionamentos sobre as consequências da guerra nas pessoas, tanto naquelas que estão em campo de batalha, quanto nas que estão do lado “de fora”. A autora trata isso de uma maneira muito sutil e muito humana.

— Pax? Esse é o nome dele? Quer dizer “paz”, sabia?
Peter sabia. Muita gente falava isso.
[…]
— Agora ele está sozinho por causa de uma guerra. Eu abandonei minha raposa por causa de uma guerra. Guerra, não paz. Como isso se chama? Ironia? Só sei que agora Pax é um péssimo nome. Ele provavelmente vai morrer por causa de uma guerra.

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Além da história imperdível criada por Sara Pennypacker, o acabamento do livro é belíssimo, em capa dura, e cheio de ilustrações de Jon Klassen (como vocês devem ter conferido ao longo do post). É uma obra para guardar para vida toda.

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É bem difícil falar muito mais sobre o livro sem contar spoilers. Mas, com certeza PAX entrou na minha lista de livros favoritos ao lado de Extraordinário e O Pequeno Príncipe, que são livros que abordam o que realmente é importante em nossas vidas. Gostei muito! Com certeza pretendo ler novamente e presentear os amigos com essa história fantástica.

Dois, mas não dois.


Elefante pergunta: Você já conhecia a história de PAX?

 

One thought on “PAX, Sara Pennypacker | Resenha

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