No começo do ano, trouxemos aqui no Elefante Voador a resenha de A Pedido do Embaixador, livro de Fernando Perdigão. Pude rir, sentir raiva e ficar intrigada com esse livro. Detetive Andrade é o personagem principal da narrativa. Dessa vez, o autor nos traz mais uma investigação com ele, mas em uma outra situação. Saiba mais sobre Investigação Olímpica:

Sinopse:

O gordo, mal humorado e politicamente incorreto, o detetive Andrade, em sua mais nova aventura, é convidado a trabalhar em Olimpíadas fictícias que se desenrolam no Rio de Janeiro. Ele desconfia de uma série de mortes de atletas estrangeiros – por motivos fúteis como intoxicação alimentar ou a picada de uma espécie de vespa inexiste no Brasil – e passa a investigar as ocorrências contra a vontade de seus superiores, chegando a um desfecho imprevisível e cômico.

O novo livro segue o ritmo do primeiro da série – A pedido do embaixador (Record, 2015) – e o protagonista continua em sua melhor forma, criticando e fazendo observações e piadas inconvenientes sobre tudo e todos. Lurdes, a assistente lésbica está mais feminina e não menos eficiente. Suely, a namorada, se revela ciumenta de seu ‘ursão’. Dó, a empregada, continua seus embates com o patrão, que faz o que pode para atrapalhar sua rotina de cuidar da casa.

Investigação Olímpica é um livro envolvente que deixa saudade. O plano é que, em breve, chegue às telas em formato de seriado.

Resenha de Investigação Olímpica:

Em junho desse ano, o Brasil foi o centro da atenção mundial! Fomos o país sede das Olimpíadas 2016 e mesmo com todos os nossos problemas, demos um show… De hospitalidade, recepção, abertura e encerramento dos jogos.

Mas… E todas as medalhas que ganhamos? Seria possível nossas conquistas serem uma farsa?

Em uma realidade paralela, o detetive Andrade entra em ação! Convocado como autoridade policial Olímpica, ele precisa ficar de prontidão caso ocorra algum crime dentro da cidade olímpica. E mais: o trabalho começa antes dos jogos começarem!

Devido a seu jeito peculiar e indigesto, detetive Andrade é chamado para começar a sua missão. Ele precisa conhecer as autoridades e saber como se comportar diante das situações. Ele reúne-se com várias autoridades olímpicas para saber se tudo está nos conformes e “a salvo” de uma catástrofe.

Nesse cenário, surgem alguns personagens que participaram do livro anterior:

E mais alguns do comitê olímpico:

  • Ana Luisa Lodaro, Presidente do Comitê, ex-atleta;
  • Coronel Braveiro, militar;
  • Valério Tavares Romanol, membro do Comitê responsável pelo desenvolvimento esportivo e operações;
  • Ivan Kolody, Presidente do subcomitê Paralímpico e responsável pela política de acessibilidade dos Jogos, ex-atleta;

Até então, como ele mesmo diz, todos podem ser suspeitos, “até que se prove a verdade”.

– Quinze mil pessoas, de países inimigos, aquartelados no Brasil, sob a vigilância daquele coronel de opereta. O drama certamente vai virar tragédia. — fala do detetive Andrade.

Estava tudo tranquilo, até que as equipes dos países participantes começam a chegar, daí que incidentes ocorrem:

  • Passaporte da equipe inteira de Angola é roubado;
  • Um enxame de vespas Hornet atacam uma atleta africana;
  • Briga entre atletas do remo olímpico;
  • A comida da equipe russa de judô é envenenada e o halterofilista que se juntou a mesma refeição, faleceu;
  • Atleta americana é pega no exame de anti-dopping;
  • Atleta chinês cai das argolas em treino assistido por todo o comitê olímpico.

Por mais que todos esses incidentes não tenham laços, as suspeitas, lógicas e coincidências começam a estalar na mente do detetive. Dono de um senso muito ruim, Andrade faz de tudo para descobrir o autor de todas essas artimanhas… E… Não descobre nada que ligue um caso a outro.

Então, os jogos começam! Porém, antes que ele continue as investigações, devido à seu comportamento em fazer acusações sem provas, ele é vetado e afastado de suas acomodações na cidade Olímpica. Claro que esse veto não ficaria assim, e sua assistente Lurdes dá aquele incentivo para que ele faça a investigação mesmo longe das Olimpíadas.

Dessa forma, no último dia das competições, Andrade arma um plano e consegue, finalmente, achar o culpado de todos os acidentes.

Conclusão: Andrade desvenda o mistério, vira capa de todos os jornais e fica se gabando.

Quanto a diagramação e revisão, encontrei várias falhas. Há palavras erradas e juntas no meio do texto. E o que mais me chocou: tem 28 paginas em branco! No começo, achei que seriam parte para o mistério final, mas, me decepcionei vendo que era erro de impressão mesmo.

Gosto da narrativa de Fernando Perdigão, porém, em tempos de tanta corrupção na nossa história, gostaria que tivesse uma lição mais interessante no final. Quem sabe mostrar que se fizer o bem, o bem retorna? Ou mostrar que ser corrupto há severas consequências? Ou colocar a Lourdes como uma mulher empoderada e resolver mais casos? Seria um máximo! Fica a dica para o autor! 😉


Elefante pergunta: Você já leu Investigação Olímpica? O que achou da narrativa?

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