Elefante Conferiu

Sorte ou Azar?, Filipe Salomão | Resenha

No fim de setembro, falamos sobre o livro Sorte ou Azar?, do Filipe Salomão. Em dezembro, além de recebermos dois exemplares do livro, tive a oportunidade de ir ao lançamento na Livraria Martins Fontes. Conheci o autor Filipe Salomão pessoalmente, e, nesse dia, já iniciei a leitura do livro.


Resenha Sorte ou Azar?:

Sorte ou Azar é aquele livro rápido de ler, com uma narrativa bem fácil de entender. Narrado em primeira pessoa, conta a história de Pedro desde a sua concepção. Sim, o autor nos mostra o “por trás dos bastidores”.

Pedro é fruto de uma relação mal sucedida entre dois adolescentes. Desde cedo, ele sempre viu sua mãe engordar, seu pai tratá-la mal, e ambos reclamarem! Direto ele é atacado verbalmente, pois dizem que por conta dele, muita coisa não deu certo na família.

Aos 11 anos, seu pai morre, e ele passa a conviver apenas com sua mãe. A causa da morte do pai é até então não conhecida, dizem que ele foi assassinado por uma prostituta. Porém, uma prostituta revela a Pedro que ele pediu para ser morto e também diz que o pai tinha relações com ela.

Em paralelo a essa vida miserável, Pedro tem amizade na escola com um cara mais “bem de vida” que ele. Essa amizade mesmo sendo muito tóxica, é o que Pedro acha ideal. Mesmo o amigo se aproveitando e tirando vantagens dele, ele sempre vê algo positivo na relação. Sinal claro de um relacionamento abusivo!

Ambos vão crescendo e a história vai narrando das experiências da adolescência até o primeiro emprego. Há várias problemáticas envolvidas e o desfecho é bem bruto.

Não gostei do linguajar do livro e várias passagens me deu náuseas. Mesmo o personagem dizendo não ser machista, ele possui sim, uma linguagem machista, além de envolver preconceito, gordofobia, homofobia e ser sexista.

Não gostei de ver relações sexuais precoces no livro (aos 11/12 anos!!), e do modo como os personagens imaginam e veem as mulheres. Foi uma leitura que me prendeu na esperança de que tivesse alguma reviravolta ou uma lição para o machismo. Infelizmente, isso não aconteceu, me decepcionou bastante. Pensei em largar o livro várias vezes, e me via lendo o sumário para ver se com os títulos poderiam me incentivar a leitura.

No entanto, terminei a leitura com raiva e já tinha até dito ao autor no lançamento que não estava gostando. Não foi um livro que gerou grandes expectativas. Se tivesse uma grande reviravolta, seria um livro que eu recomendaria, como não há, deixou muito a desejar.

Fora os vários erros de ortografia e de diagramação no meio do texto. Dai, não sabia o que me incomodava mais, a narrativa ou os erros encontrados pelo caminho.

O desfecho de todos os capítulos do livro chamam a atenção, pois o autor compara a situação envolvendo sorte e azar. Porém, chego a conclusão que a sinopse do livro está mais do que correta:

Sorte, sorte é você ter um bom livro numa tarde chuvosa para ler.

Azar, azar é ser esse o livro.


Elefante pergunta: Já conheciam o livro? E mais, temos um exemplar autografado dele, vocês querem sorteio – mesmo com a resenha negativa?

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