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A Sétima Cela, Kerry Drewery | Resenha

Recebemos o primeiro livro da trilogia A Cela: A Sétima Cela, da nossa editora parceira, a Astral Cultural.

O livro trata de uma sociedade distópica onde o sistema de justiça não existe mais. As cortes e os tribunais não são mais utilizados, todo crime agora é punido por um sistema “democrático”, onde as pessoas decidem se o réu é culpado ou não. Como? Por um simples voto telefônico ou pela internet, sem análise de provas e/ou circunstâncias.

Confira a sinopse e depois a resenha.

Sinopse:

“Martha Honeydew é a primeira adolescente a ser presa no novo sistema de justiça da Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de Jackson Paige, uma das celebridades mais queridas do país. Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias – cada dia em uma cela diferente – para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se a audiência do programa decidir pela inocência do preso, ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Martha se declara culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores não sabem. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha Honeydew é realmente a culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa custar sua própria vida.”


Resenha A Cela: A Sétima Cela

As cidades são distribuídas em dois distritos. Os Arranha Céus, onde vivem os pobres, e as Avenidas, onde vivem os ricos.

Para votar na pessoa e julgar se ela é culpada ou inocente, você precisa pagar pelo telefonema ou pelo voto via internet. E se você tem que pagar… Já sabemos quem se (f***) ferra nessa história, não é mesmo?

Quando começamos a ler, as coisas parecem bem superficiais, não sabemos muito bem o que está acontecendo. A impressão é de que Martha nada mais é que uma adolescente rebelde. Enquanto Kristina, apresentadora do reality show “Morte é Justiça”, que acompanha o dia a dia dos presos nas celas, é uma nojenta da mídia.

O sistema de votos é totalmente manipulado, e parece que você está lendo um Big Brother doentio (nossa, isso é tão Black Mirror, hahaha).

Porém, conforme a leitura vai avançando, novos personagens são apresentados. Temos a psicóloga Eve, o filho de Jackson, Isaac, a Senhora B, Gus, entre outros.

As coisas começam a encaixar, e a adrenalina começa a correr no sangue. A leitura começa a ficar mais empolgante. E, o que parecia um caso Big Brother misturado com Suzane Von Richthofen, se torna uma surpreendente história de luta contra a discriminação entre os povos e contra a manipulação da mídia. São assuntos de nosso cotidiano, e que, pelo menos no livro, alguém teve a coragem de fazer algo para começar uma mudança.

Se vão conseguir mudar alguma coisa? Só esperando os próximos livros pra saber!


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