Grace — A princesa de Mônaco, Jeffrey Robinson | Resenha

Uma das maiores artistas de todos os tempos, Grace Kelly é um símbolo do cinema preto e branco e que, ao lado de Marilyn Monroe, foi uma das atrizes mais conhecidas e famosas da década de 1950. Ganhadora do Oscar e musa de Alfred Hitchcock, como se não bastasse tais credenciais, Grace tornou-se a Princesa de Mônaco quando já era bastante conhecida. E o livro “Grace — A princesa de Mônaco” é uma leitura obrigatória para quem gosta de história, celebridades e quer saber mais dos detalhes de como ela virou um símbolo mundial.

1954: American actress Grace Kelly (1929 – 1982), who is appearing in ‘The Country Girl’ directed by George Seaton for Paramount. Kelly abandoned her movie career in 1956 to marry Prince Rainier III of Monaco.

Uma das coisas mais legais deste livro é que não é necessário saber, exatamente, quem foi Grace ou como ela se destacou antes do casamento monegasco. O autor, Jeffrey Robinson, consegue introduzir muito bem a importância da atriz logo no começo, o que dita o tom para o resto da obra.

O livro pode ser visto como uma biografia de Grace, mas vai muito além disso. Ele conta com detalhes muitas partes da vida do Príncipe Rainier III, marido da atriz e que faleceu em 2005, e também dos três filhos. Uma vantagem é que o autor entrevistou com detalhes e conheceu os três filhos do casal, o que enriquece bastante nas narrativas do livro — assim moldando a personalidade deles ao decorrer das 416 páginas.

A “intimidade” que Robinson criou com os membros da Família Real de Mônaco faz com quem cada página tenha vida, e ele consegue contar as histórias com muito humor e detalhes que fazem a diferença. É muito mais do que uma simples narrativa dos fatos, por exemplo.

Também no livro, está, claro, um dos momentos mais marcantes do riquíssimo principado que aconteceu em 1956, quando Grace casou-se com Rainier III. Após a cerimônia, mais de 20 mil pessoas foram às ruas para celebrar o momento histórico, e ali nascia uma história que mudou para sempre a pequena Mônaco.

Uma das partes mais legais do livro conta como era a educação dos filhos de Grace e Rainier III. Apesar dos holofotes o tempo inteiro e dos paparazzi agressivos, eles tentavam levar uma vida de certa forma tradicional.

O livro também conta como o Príncipe olhava torto para os trabalhos de Grace após o casamento. Uma curiosidade é que Hitchcock chegou a viajar para Mônaco e assim tentar convencer a atriz de participar de um filme – e o Príncipe rejeitou a tentativa do lendário diretor de cinema.

O lado influente de Grace também é abordado com muita ênfase. Inclusive, conta com alguns detalhes como ela conseguiu ser relevante nos embates entre o presidente da França, Charles de Gaulle, com Rainier III.

Uma curiosidade bacana é que o prefácio é escrito pela atriz Nicole Kidman, que viveu Grace nos cinemas com o filme que retrata boa parte da vida da princesa e que foi lançado em 2014. Nele, Rainier III é interpretado pelo ator Tim Roth.

Quando a princesa faleceu, em 1982 em um acidente de carro, o livro não dá um ponto final na história. Ele continua, com ênfase nos filhos e em Rainier III.

Glamour, festas, algumas brigas e também muita história sobre a Casa Grimaldi — uma das principais da Europa. “Grace — A princesa de Mônaco” é uma excelente pedida para quem quer mergulhar em um dos principais romances do século XX e ainda saber de praticamente tudo sobre uma das famílias mais influentes do mundo.


Elefante pergunta: Vocês sabiam sobre tudo isso da vida de Grace Kelly?

De 1988. É formada em moda, nunca atuou na área e trabalha no setor administrativo de uma empresa de engenharia. Tem um blog pessoal; e é da equipe de produção e edição do site Elefante Voador.

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  • Aichha Carolina Pereira

    Oi Isis
    Não conhecia todas essas informações sobre Grace. Atualmente assisto a série Crown sobre Elizabeth II e estou adorando. Acho que esse livro também deve ser muito bom.
    Beijos

  • Carol

    Nossa! Nao sabia tudo isso! Deve ser mto interessante este livro, ainda mais para pessoas que admiram esta artista 🙂

  • rudynalvacorreiasoares

    Isis!
    Não sabia tudo isso, mas sabia boa parte da história dela, porque quando morreu em 82 os jornalistas fizeram um apanhado da vida dela e muita coisa foi exposta.
    Como já a achava linda e gostava da forma como se portava durante o período em que foi a Princesa de mônaco, tudo me fascinava sobre ela.
    E claro que quero poder apreciar essa biografia da família também.
    “A solidão é a mãe da sabedoria.” (Laurence Sterne)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.