Elefante Conferiu

O Livro de Sangue e Sombra, Robin Wasserman | Resenha

O Livro de Sangue e Sombra, da escritora Robin Wasserman, foi lançado pela Rocco em abril deste ano através do selo Fantástica Rocco ❤ O Elefante Voador recebeu um exemplar como cortesia, e hoje trazemos a resenha dessa misteriosa aventura para vocês. Confiram:

Quando tudo parecia caminhar bem, um atraso para um encontro muda a vida de Nora Kane para sempre. Seu melhor amigo, Chris, está morto; a namorada dele, Adriane, em estado catatônico; e Max, o príncipe encantado de Nora, desaparecido. Mas o que parecia um pesadelo ruim o suficiente, fica ainda pior quando Max se torna o principal suspeito do crime. Desesperada para provar a inocência do namorado, a jovem, que trabalha num projeto de pesquisa traduzindo antigos manuscritos do latim, segue a trilha de sangue sem se importar com o destino final. E ele vai levá-la dos Estados Unidos à histórica Praga, e ao centro de um enigma que inclui uma teia obscura de sociedades secretas movidas pela ambição de encontrar a Lumen Dei, uma misteriosa máquina que contém a receita para o conhecimento supremo e para a comunhão com o divino, e que estaria enterrada num manuscrito de centenas de anos.

Autor: Robin Wasserman
Tradução: Dilma Machado
Preço: R$ 49,50
384 pp. | 15,7×22,7 cm
ISBN: 978-85-68263-46-4
Assuntos: ficção – romance/novela, suspense, fantasia
Selo: Fantástica Rocco


Resenha

O Livro de Sangue e Sombra é uma obra que me surpreendeu positivamente pela qualidade da narrativa. Eu nunca tinha lido nada da autora e fiquei encantada por se tratar de uma história riquíssima em detalhes e informações.

A história é contada em primeira pessoa por Nora Kane. Logo no início da narrativa, a garota fala que seu melhor amigo Chris está morto e a primeira parte do livro é basicamente um grande flashback ambientando o leitor até chegar a esse momento.

Talvez eu devesse começar com o sangue… […] Mas começar com aquela noite, com o sangue, significa que Chris jamais passará de um cadáver […] Adriane não será nada além de uma maluca inexpressiva […] Max não passaria de uma lacuna. […] Porque esse não foi o começo, e muito menos foi o fim. Foi o meio.

Tanto Nora, quanto Chris, ajudavam o professor Hoff a traduzir manuscritos antigos em latim. Esses manuscritos, de mais de 400 anos, continham informações sobre uma máquina chamada Lumen Dei, que teoricamente poderia servir como um elo de comunicação entre os homens e Deus.

Conforme as traduções avançavam e novas informações surgiam, eles começaram a se dar conta de que poderiam estar correndo perigo. Afinal, se essa máquina realmente existisse, muita gente fria de tudo para saber sua localização, seja para usá-la em favor de seus propósitos ou para destruí-la definitivamente.

Ainda sim, eles continuam com as traduções, e isso chega a outro patamar quando Chris é encontrado morto em sua casa. O namorado de Nora, Max, é apontado como o maior suspeito do crime por ter sido visto no local e a única testemunha Adriane, a namorada de Chris, foi drogada e não consegue se lembrar de nada.

Ela estava com alguma coisa amassada em sua mão fechada. Abri seus dedos com força, e lá estava, como uma piada, como uma moeda sem valor, como uma maldição, E. I. Westonia, Ioanni Francisco Westonio, frati suo germano, uma carta roubada.

Determinada a provar a inocência do namorado e também para descobrir quem é o verdadeiro assassino de Chris, Nora se empenha ainda mais em localizar pistas ocultas nos manuscritos. Ela crê que alguma informação contida neles a levará direto a quem está tentando localizar a Lumen Dei.

Crime, violência, fracasso, medo.
Vingança.
O Símbolo de um raio que marcava um assassino – isso me levaria a reus, o culpado.
O que eu deveria entender daquilo? Qual era o segredo?
Que tipo de fracasso era eu, que não conseguia descobrir?

As duas primeiras partes são bem empolgantes, pois nos apresentam os personagens e nos ambientam parcialmente sobre os registros da Lumen Dei. Por algum tempo, até esquecemos que Chris iria morrer e ficamos chocados quando isso finalmente acontece.

Cada parágrafo é uma emoção diferente e foi bem difícil desgrudar da leitura nessa parte. Isso porque, criamos  milhares de teorias na cabeça tentando decifrar o que realmente está acontecendo, o quanto daquelas informações decifradas são realmente reais e o quanto não passa de fantasia.

Já a terceira parte não prendeu tanto a minha atenção. Nora e Adriane vão a Praga procurar por Max e, ao mesmo tempo, procurar informações que possam levá-las até a Lumen Dei. Nesta parte da narrativa, a história vira uma verdadeira caça ao tesouro, cheia de enigmas a serem decifrados. Sem contar que a segurança das garotas pode estar em jogo, uma vez que o assassino de Chris também pode estar seguindo seus passos. Nós passamos a desconfiar de tudo e de todos!

[…] Quer falar de tragédia? Entregue um poder como esse a um lunático com complexo de Deus disposto a criar o céu na terra.

A última parte é super empolgante. É quanto os mistérios começam a ser solucionados, e as pontas soltas começam a se fechar. É praticamente impossível respirar enquanto estamos lendo o desfecho dessa história que durou cerca de quatro séculos. O final, apesar de um pouco previsível, ainda consegue  surpreender.

Fica a dica de uma ótima opção de leitura para quem adora histórias misteriosas, cheia de  reviravoltas e surpresas ♥.


Elefante pergunta: Você já conhecia “O Livro de Sangue e Sombra”, de Robin Wasserman?

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