Mãe sem manual, Rita Lisauskas | Resenha

Em geral, todo mundo tem uma mãe ou conhece alguma mãe. Porém, antes de nos tornarmos mãe, há sempre uma romantização quanto a maternidade. Em pleno 2017, ainda vemos pessoas sendo julgadas por não quererem ser mães ou julgando a educação que uma mãe está passando.

Sei que é o dia dos pais que está chegando, mas para todo pai, geralmente existe uma mãe.

A maternidade é um assunto muito discutido entre o universo feminino. Desde que me tornei mãe, foi algo que pesou para mim, ainda mais por ser mãe tão nova. A 10 anos atrás, não tive muita informação (e nem pesquisei também) sobre como seria essa nova fase: ser mãe. Muito dizem que é algo natural, temos um “instinto”. Na prática, não é bem assim que funciona.

Nos últimos cinco anos, as informações sobre parto, maternidade, mães solos começaram a “bombar” nas redes sociais. Com o acesso a vários grupos, comunidades, blogs, textos, youtube, muitas mães estão se tornando conhecidas por desconstruírem esse lado romântico que os filmes e novelas vendem.

Ao deparar com essas realidades, apresento-lhes Mãe Sem Manual da Rita Lisauskas, da editora Belas Letras.

Resenha Mãe Sem Manual:

Mãe Sem Manual é muito fácil e prático de ler. O livro consegue mostrar boa parte do que acontece na maternidade. Desde o descobrimento até o primeiro um ano do bebê.

No entanto, a narrativa não atende a todas as mulheres. Pois temos ainda muitas mães pobres e mães solteiras hoje em dia. O modo como é narrado, fica claro que é uma mulher que tem mais acesso a educação, internet e informações do que uma mulher mais pobre. Isso ficou a desejar, pois é um outro patamar de “mães”. Além disso não é compatível com as mães solteiras ou mães mais novas.

O livro é baseado nas vivências da Rita, por isso, esse contraponto. Seria interessante se ela pudesse ter recolhido mais histórias para acrescentar ao livro.

Foi uma narrativa que me divertiu e me deixou com menos “peso na consciência”, pois tem vários fatos que fiz no primeiro ano da minha filha e que pensei, experimentei. Vale a pena para desconstruir as mães mais tradicionais e conservadores, já que o livro diz ser um antimanual.

Outro ponto que me incomodou foi a autora utilizar de bordões e palavras em inglês. Estamos certos de que muita gente irá reconhecer esses bordões, mas por se tratar de um livro que será acessível a todos os públicos, não sei se será um livro atual daqui a uns 5 anos, por exemplo.

Quanto a diagramação do livro, está impecável. A editora Belas Letras caprichou, “Mãe Sem Manual” é bem ilustrado, colorido, um suspiro de orgulho ao passar os olhos.


Sinopse:

A gravidez é sinônimo de alegria e bem-aventurança instantâneas, está escrito na página zero do manual das mães das novelas, filmes e contos de fada. Você vai reluzir, cintilar, sentir-se plena e absoluta desde o momento em que descobriu que vai colocar uma criança nesse mundo. Mas pode não ser bem assim. Como estamos entre amigas, vamos falar a verdade aqui.

Este é um antimanual: foi criado para mostrar que nem sempre há certo ou errado quando o assunto é maternidade. Para desconstruir (e rir) dos mitos que às vezes nos fazem sentir inseguras, culpadas ou nos fazem perder muitas noites de sono à toa. Este livro é um abraço apertado em cada mãe que às vezes erra, sempre querendo acertar, e às vezes acerta, tendo certeza de que, no fundo, está errando.


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De 1988. É formada em moda, nunca atuou na área e trabalha no setor administrativo de uma empresa de engenharia. Tem um blog pessoal; e é da equipe de produção e edição do site Elefante Voador.

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