A resenha que trazemos hoje é super especial porque é do lançamento de uma autora que o Elefante Voador gosta muito: a Colleen Houck ♥ O Duelo dos Imortais foi lançado em julho pela Editora Arqueiro e é um percursor para a série Deuses do Egito (saiba mais clicando aqui).

Quem são os deuses que regem os caminhos e descaminhos de Amon e Lily, os corajosos heróis da série Deuses do Egito? Por que esses deuses tramam conquistas e vinganças, envolvendo a humanidade em suas maquinações? E por que deixam nos ombros de alguns jovens mortais a responsabilidade pela salvação do mundo?
Antes que Lily e Amon se encontrassem, antes mesmo que o caos dominasse o cosmos e os deuses precisassem de três irmãos corajosos para combater o mal, muita coisa já estava em jogo. Em O duelo dos imortais , vamos conhecer a história dos quatro irmãos que assistiam, com seus poderes especiais, o grande Amon-Rá no governo da Terra:
Osíris, o generoso deus da agricultura, que ajuda os mortais a crescer e prosperar em seu ambiente natural.
Ísis, a linda deusa da criação, que promove a saúde e o bem-estar.
Néftis, a doce vidente, que mantém o equilíbrio entre os seres vivos e o universo.
E por último Seth, o mais jovem, que cresceu desprovido de poderes e desprezado por todos.
Quando, finalmente, os poderes de Seth se manifestam, que efeito sobre a humanidade terá a perigosa mistura de uma infância marcada pela rejeição, uma intensa paixão não correspondida e o incrível poder de desfazer coisas, pessoas… e até deuses?
Romance, traição e vingança são os fios que tecem esta trama surpreendente, cujos personagens imortais despertam em nós os mais profundos sentimentos.

LANÇAMENTO: 03/07/2017
TÍTULO ORIGINAL: REIGNITED
TRADUÇÃO: ANA BAN
FORMATO: 16 X 23 CM
NÚMERO DE PÁGINAS: 112
PESO: 0.13 KG
ACABAMENTO: BROCHURA
ISBN: 9788580417210
EAN: 9788580417210
PREÇO: R$ 29.90


Resenha

Tem alguns autores que eu fico esperando ansiosamente lançarem novos livros. É o caso da Cassandra Clare, do John Green, da Marie Lu e também da Colleen Houck, entre outros. Fiquei simplesmente apaixonada pelo estilo de narrativa dela quando li A Saga do Tigre e estou gostando muito de acompanhar Deuses do Egito. Então, assim que saiu O Duelo dos imortais, eu já fui correndo garantir o meu com as expectativas e a ansiedade a mil. Bom… o que eu achei do livro?

Considerações iniciais:

  1. O livro tem apenas 112 páginas, então trata-se de uma leitura rápida e fácil.
  2. Você não precisa ter lido os outros livros da série Deuses do Egito para ler O Duelo do Imortais. Basta gostar de romance, aventura e de mitologia 😉
  3. Para quem acompanha a série, não é necessariamente uma leitura obrigatória. Mas vale a pena para descobrir como tudo começou, principalmente os propósitos de Seth.

Achei bem interessante acompanhar a história dos deuses egípcios em uma perspectiva diferente da que estamos acostumados. Como por exemplo, nesta história conseguimos ter uma boa noção da dimensão do amor entre Ísis e Osíris, o quanto a união entre eles é intensa e o quanto eles estão dispostos a sacrificar para poder estarem juntos.

— […] Deixe que Seth aja contra nós. Deixe que as estrelas tentem nos impedir. Deixe que Amon-Rá nos proíba. Nós vamos nos unir pela força da nossa determinação e pela força do nosso desejo, e vamos saciar nossas almas solitárias na luz do amor que sentimos um pelo outro.

A Ísis retratada no livro é bem diferente do que eu imaginava. Apesar de todo o seu poder e responsabilidades como deusa, eu achei ela bem humana.  Já Osíris é o “típico” deus-poderoso que estamos acostumados.

Outro ponto bem legal em Duelo dos Imortais, é que podemos entender o que levou Seth a se tornar o Deus do Caos, o grande vilão que conhecemos em Deuses do Egito e quais os sentimentos por trás do que ele se transformou.

Seth se agachou para dar uma olhada no rosto da mortal que tremia a seus pés. Tinha sido um acidente – um acidente maravilhoso, terrível, incrível. A euforia e o horror se retorciam em seu interior a ponto de ele se sentir quase fisicamente doente com o turbilhão emocional causado pelo que tinha feito. Pelo que ele… era.

Seth praticamente não tem poder nenhum no início da narrativa e acaba sendo deixado de lado pelos outros deuses por causa disso. Conforme sua inveja e ira vão aumentando, ele acaba descobrindo acidentalmente que ao contrário do que todos pensam, ele pode vir a se tornar muito poderoso e se empenha para isso. Primeiro para que Ìsis o note e o respeite, e quem sabe até o ame. Segundo para se vingar de todos que o subestimaram ou ficaram em seu caminho de alguma forma.

Agora ele estava pronto. Agora estava completo. Seu poder finalmente tinha chegado. E era maior do que jamais esperara.
Nada.
Ninguém.
Poderia desafiá-lo agora.

Apesar do livro não ser fundamental para o desenrolar da série Deuses do Egito, foi bem legal me ambientalizar nesse sentido. Conhecer um pouco mais sobre os deuses, entender suas motivações. Vemos Amon-Rá como o grande responsável por manter as coisas em equilíbrio, pois as consequência dos atos dos deuses não trazem consequências apenas para si próprios mas em todo o ambiente ao redor, inclusive o mundo dos mortais.

De repente, a grande estrela do céu, o sol que tudo vê, lançou sua luz sobre a montanha, e o impacto do que eles tinham feito foi sentido de imediato. O topo da montanha se sacudiu quando Geb tremeu de medo, causando um terremoto que quase partiu ao meio os monólitos que avultavam sobre a imensa pedra sagrada na qual se encontravam.

Gostei da leitura, é bem rápida e fluída. Na verdade, rápida até demais.  Acho que a história poderia se estender um pouquinho mais, principalmente o final. #Queromais

Como sempre Colleen Houck traz uma narrativa empolgante, impecável e cheia de detalhes. É quase como se nos sentíssemos transportados para o Egito Antigo e estivéssemos assistindo tudo de pertinho. Adorei a experiência!


Elefante pergunta: Quem já está na expectativa do lançamento do próximo volume de Deuses do Egito?

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