A Rainha de Tearling, Erika Johansen | Resenha

Hoje o Elefante Voador traz uma resenha para quem gosta de distopia, ação e magia: estamos falando de A Rainha de Tearling, de Erika Johansen, que foi publicada pela Suma de Letras em fevereiro deste ano ♥

Conheça um pouco mais sobre a obra:

Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

Capa comum: 352 páginas
Editora: Suma de Letras (16 de fevereiro de 2017)
Idioma: Português
ISBN-10: 8556510280
ISBN-13: 978-8556510280
Dimensões do produto: 22,8 x 15,6 x 2 cm
Peso de envio: 581 g


Resenha

“Pode chamar este livro de “Jogos vorazes dos tronos”. A história de Erika Johansen é uma mistura de fantasia medieval e distopia… Uma aventura divertida e viciante.” — Usa Today.

“A rainha Kelsea é a heroína mais corajosa e interessante desde Katiniss Everdeen.” — San Francisco Chronicle

Imagina receber um livro para resenhar e ler essas classificações logo na capa. Isso despertou muito a minha curiosidade! Finalmente tive a oportunidade (leia-se tempo) de ler A Rainha de Tearling e hoje vou dizer a vocês o que achei.

A Rainha de Tearling conta a história da jovem Kelsea, uma princesa que teve de viver escondida desde criança em uma cabana isolada, logo após a morte de sua mãe. Ela, seria a herdeira do trono por direito, mas não faltaria pessoas com desejo de governar que não pensariam duas vezes em acabar com a vida da garota.

(…) Kelsea desceu da árvore sem fazer ruído e deixou a proteção da floresta co o coração martelando. Ela sabia usar a faca para se defender, caso fosse atacada; Barty cuidara disso. Mas a tropa armada até os dentes a intimidava: sentia os olhares avaliadores de todos aqueles homens sobre si. Não se aprecia com uma rainha e sabia disso.

Quando Kelsea enfim tem idade suficiente para assumir o trono de Tear, os Guardas da Rainha vão buscá-la e a levam em direção à Fortaleza Real. Ainda no caminho, eles são perseguidos por assassinos mercenários e suas vidas são colocadas à prova por diversas vezes. Nessa jornada deles, ficamos sem fôlego o tempo todo, a espera de que o pior aconteça a qualquer momento.

Ao chegar na Fortaleza, nós pensamos: pronto, o pior já passou. Errado. O pior está apenas começando. O lugar é governado por seu tio Thomas, o atual regente, que não está nenhum pouco disposto a ceder o trono para a sobrinha. O Regente tem muitos aliados perigosos e qualquer um na Fortaleza pode ser um inimigo em potencial.

Sou a rainha. Ninguém manda em mim.
Isso é o que a maioria das rainhas pensa até o momento em que o machado desce.

Kelsea se depara com um reino oprimido por décadas. Para falar a verdade, acho que o que ela encontra ao chegar, não tem comparação a nada que ela já tenha imaginado. Nós leitores somos pegos de surpresa ao descobrir como as coisas funcionam em Tearling. Por esse motivo nossa heroína sente a necessidade de consertar imediatamente os estragos do último governo. Isso acaba despertando a fúria da Rainha Vermelha de Mortmesne, um reino vizinho que lucra muito com o atual sistema político de Tear.

Não crescera em um castelo, não fora criada com nenhum privilégio. A vastidão do país que iria governar a assustava, mas ao ver os homens e mulheres trabalhando nos campos, alguma coisa dentro dela pareceu aflorar e respirar pela primeira vez. Todas aquelas pessoas eram sua responsabilidade.

No início, temos uma Kelsea insegura e cautelosa. Com o passar dos eventos, ela vai se tornando uma rainha corajosa, experiente e audaciosa. Ela, realmente corre atrás do que acredita ser certo mesmo que as consequências possam ser trágicas. Kelsea não foge da luta e não vai descansar enquanto não houver justiça para o seu povo.

Para isso, ela conta com o apoio de sua Guarda leal, e de sua intuição. Além do poder da Safira Tear que ela carrega consigo o tempo todo, que parece ter um misterioso poder de guiar suas ações e alertá-la do perigo. Conforme avançamos na leitura, percebemos que a joia é capaz de muito mais que isso…

(…) Carlin lhe dissera que todo herdeiro do trono tear usava a safira desde o nascimento. A crença popular dizia que a joia era uma espécie de talismã de proteção contra a morte.

No geral eu gostei muito da história apesar de ser um pouco densa. Confesso que demorei um pouco para ler, pois a narrativa não me prendeu a ponto de devorar a leitura de uma vez. Além de Kelsea, Erica Johansen nos apresenta a personagens fantásticos como é o caso de Clava, capitão da Guarda da Rainha, que é o grande responsável por manter a segurança de Kelsea e também aconselhá-la quando necessário.  Outro personagem que gostei muito é Fetch, um misterioso ladrão/assassino que acaba cruzando o caminho da garota.

É fácil esquecer que uma monarquia é mais do que um monarca. Um reinado bem-sucedido é uma máquina complexa, com incontáveis engrenagens individuais operando em conjunto. Olhando detidamente para a rainha Glynn, vemos muitas partes móveis, mas não se pode subestimar a importância de Lazarus, o Clava, capitão da Guarda da Rianha e Assassino-Chefe.  Remova-o, e toda a estrutura vai desabar.

O livro é dividido em três partes: a primeira conta sua jornada a caminho da Fortaleza. A segunda, trata-se de quando ela já está em Tearling e precisa tomar suas primeiras decisões de governo e conhecer as pessoas que estão realmente ao seu lado. Já a última, na minha opinião a melhor, é quando Kelsea vai em direção ao perigo e luta para defender seu povo. O final é desesperador!

Este reino não tem visto nada extraordinário, muito menos bom, há muito tempo (…) O Tearling precisa de uma rainha. Uma rainha Verdadeira. E, se viver, a rainha Kelsea será exatamente isso.

Achei a narrativa bem completa. Não deixa nada a desejar, nem nas descrições de cenários, personagens e ações (inclusive algumas descrições bem fortes), como nos diálogos. A autora nos faz sentir dentro da história e é como se a qualquer momento fosse aparecer alguém e cortar nosso pescoço por estar torcendo por Kelsea.

Ela era Kelsea Glynn, uma garota que crescera na floresta, que adorava estudar história e ler livros. Mas era outra coisa também, algo além de Kelsea, e ali ficou por mais um momento, observando seu país, cerrando os olhos para ver o perigo além do horizonte.
Minha responsabilidade, pensou, e a ideia não lhe causou temos algum naquele momento, apenas uma extraordinária sensação de gratidão.
Meu reino.

O engraçado, é que a história tem cara de medieval, tanto pelos sistemas políticos, como pelas armas utilizadas (espadas, arco e fecha, etc), pela forma em que vivem, pelos castelos e tudo mais. Mas na verdade, trata-se de uma distopia que acontece no futuro de nosso tempo. Como se, de alguma maneira, as coisas tivessem regredido. Confesso que isso confundiu um pouco minha cabeça haha

Achei a edição do livro muito bonita! A capa é belíssima e a diagramação muito bem executada. Para quem gosta de mapas, tempos mapa também ♥

Vale a pena lembrar que A Rainha de Terling vai ganhar uma adaptação para os cinemas que será estrelado por Emma Watson ♥ Como será que vai ficar o resultado? Estou super curiosa para conferir! Assim como estou curiosa para ler os próximos volumes da trilogia e descobrir o que acontece em seguida.

 


Elefante pergunta: O que te deixou mais curioso(a) sobre a história da “Rainha de Tearling”?

 

Cintia, 30 anos, é uma das criadoras do Elefante Voador, responsável pela seleção e redação de conteúdo do site, além da cobertura fotográfica dos eventos. Mora em Poços de Caldas/MG), formada em Design Gráfico e atua como diagramadora de livros. Aspirante a escritora, sonhadora, apaixonada por livros, gatos, música pop, pizza e chocolate. Twitter: @superci / Instagram: @cisuperci

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