Em agosto, nós resenhamos o livro Temporada dos Ossos, de Samantha Shannon, o primeiro volume da série Bone Season. Hoje, trazemos a resenha da continuação da história de Paige Mahoney, a Onírica Pálica, que foi publicada pela Editora Rocco em maio deste ano. Conheça um pouco mais sobre a obra:

Paige Mahoney escapou do brutal campo de prisioneiros dos rephaites, mas seus problemas continuam: muitos dos outros fugitivos estão desaparecidos e ela é a pessoa mais procurada de Londres. Ela é uma andarilha onírica, um dos tipos mais raros de videntes, que são uma realidade na Inglaterra em 2059, mas nem por isso deixam de ser marginalizados e perseguidos pela sociedade. Com a comunidade clarividente dividida por segredos obscuros e ameaçada pelos Rephaim, Paige deve seguir em frente, até que o destino de Scion, e o seu próprio, seja decidido.
A ordem dos clarividentes é a esperada continuação de Temporada dos ossos, segundo da série de fantasia distópica com toques paranormais Bone Season, sucesso da britânica Samantha Shannon. Publicada na Inglaterra pela Bloomsbury, casa editorial responsável pelo sucesso Harry Potter, Shannon foi apontada pela crítica como uma nova e vigorosa voz da literatura fantástica contemporânea, “a melhor criação mitológica desde que Harry Potter aportou em sua Nimbus 2000”, afirma o USA Today, por sua combinação de horror e ficção científica, com um inovador e surpreendente código de combate para os personagens.
Ainda sofrendo pelo tempo aprisionada, Page tenta fazer Jaxon Hall, dos Sete Selos, entender o perigo que os rephaites são para toda a humanidade, mas seu antigo líder está irredutível e tem seus motivos secretos para isso.
Mas quando os rephaites começam a sair das sombras, Paige precisa descobrir como espalhar a verdade e salvar o submundo. E a única alternativa parece ser assumir o controle do Sindicato, mesmo que isso signifique passar por cima de Jaxon Hall e dos outros mime-lordes.
Em A ordem dos clarividentes, Samantha Shannon mostra os bastidores da política que rege o Sindicato. Segredos, traições e violência norteiam a trama. Contando com a ajuda de uns poucos amigos e alguns surpreendentes aliados, Paige tem que usar todos os seus dons para provar sua inocência e revelar a verdade sobre os rephaites, se quiser sobreviver. Com uma trama eletrizante, cheia de intriga e reviravoltas, A ordem dos clarividentes é a sequência perfeita para uma saga surpreendente.

Autor: Samantha Shannon
Tradução: Cláudia Mello Belhassof
400 pp. | 15,7×22,7 cm
ISBN: 978-85-68263-48-8
Assuntosficção – romance/novela, ficção científica/distopia, sobrenatural/magia
Selo: Fantástica Rocco


Resenha

Algumas revoluções alteram o mundo em um dia. Outras levam décadas, séculos ou mais, e outras nunca dão resultados. A minha começou com um momento e uma escolha. A minha começou com o brotar de uma flor em uma cidade secreta na fronteira entre dos mundos (…)

A Ordem dos Clarividentes começa exatamente de onde terminou Temporada dos Ossos: Eva Paige está no trem, fugindo de Sheo l ao lado de alguns sobreviventes, sem saber ao certo qual será o seu destino após sobreviver a colheita.

Quando ela consegue escapar de Sheol I, nós acreditamos que o pior já passou e que Paige conseguiu sua liberdade. Na verdade, ela precisa ser extremamente cuidadosa pois se tornou uma das pessoas mais procuradas de Londres e os mercenários não exitariam nem por um segundo em capturá-la em troca de uma boa recompensa.

Paige tenta inutilmente convencer a todos, princialmente os integrantes dos Sete Selos e seu mimelorde Jaxon Hall, sobre a verdade sobre a Temporada dos Ossos, os Rephaim e o perigo que isso representa para as pessoas ao mesmo tempo em que tenta sobreviver dia após dia sem saber ao certo em quem confiar.

— Isso não é uma coisa que vai acontecer da noite pro dia. Não vão acreditar em uma palavra sequer do que você tem a dizer (…). Mesmo se isso acontecesse, você está indo contra séculos de tradição e corrupção. Séculos. E sabe o que acontece quando as pessoas estragam os planos de alguém.

O que eu mais gostei em A Ordem dos Clarividentes é que muitas lacunas são preenchidas, principalmente com relação ao sindicato dos clarividentes. Achei que a protagonista evoluiu muito neste segundo livro. Ela está mais forte, mais ousada e determinada a lutar contra Scion e os Rephaim. Sem contar que ela está cada vez mais no controle de seu poder de andarilha onírica.

O dano ao meu plano onírico não foi tão ruim desta vez. Havia poucas rachaduras na minha armadura mental. Meu corpo tinha aguentado muito mais do que meu plano onírico.

Particularmente eu achei este volume tão bom quanto o anterior mas de uma maneira diferente. Apesar de essa história não se passar enquanto Paige estava aprisionada, eu achei A Ordem dos Clarividentes mais intenso que seu antecessor.

— Esperança é a alma da revolução. Sem ela, não passamos de cinzas esperando o vento nos levar.

Ao mesmo tempo que tememos a cada decisão que ela toma, torcemos para que as coisas aconteçam e que ela consiga colocar um fim a tudo. Em diversos momentos achei que seria o fim para ela. Foi uma leitura desesperadora.

Quando as coisas começam finalmente a serem reveladas, nos sentimos mal por ela e por tudo que ela passou. Por tudo em que acreditou. E não só por ela, mas por todos que sofreram por causa desse sistema de escravidão.

As criaturas com olhos de lanternas moravam nos ossos da cidadela, seus destinos estavam amarrados a Paige Mahoney e ao Ringue das Rosas.

A Ordem dos Clarividentes me deixou ainda mais instigada para descobrir o desfecho dessa história toda. Eu gostei muito da narrativa como um todo, do desenvolvimento dos personagens, da direção que a história tomou e fiquei realmente surpresa com o final. Eu acho que Samantha Shannon foi muito corajosa em suas escolhas. É uma narrativa incrivelmente admirável!

Seguindo o padrão de Temporada dos Ossos, a edição do livro está muito bonita e cheia de detalhes. Nas primeiras páginas por exemplo, encontramos um guia com As sete ordens de clarividência, mapas das Seções I-4, I-5 e II-4 (onde a maior parte da narrativa se passa) e uma relação dos componentes da Assembleia Desnatural.

Ps.1 – Eu esperava ver um pouquinho mais de participação do Mestre na história;
P2.2 – Passei a criar mais simpatia por outros personagens como Nick e Eliza;
PS.3 – É uma das melhoras distopias que já li.


Elefante pergunta: Qual dom de clarividência descrito ao longo de “Bone Season” você acha mais interessante?

 

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