Do outro lado, Carrie Hope Fletcher, Rocco | Resenha

Toda vez que pego um novo livro para ler, leio contra capa, dobras, orelhas para ver a opinião e críticas sobre o enredo. E confesso: fico levemente desconfiada quando dizem que é emocionante ou que faz chorar. Dificilmente livros me fazem chorar, e essa era uma das opiniões quanto a Do Outro Lado de Carrie Hope Fletcher.

Por detrás de 272 páginas, começamos a desvendar a vida de Evie Snow. Uma mulher que morre aos 82 anos e, para conseguir seguir ao Paraíso, tem a chance de acertar alguns detalhes para que sua alma fique mais leve após a morte. Nesse “limbo” antes de atingir o Paraíso, Evie encontra-se no seu corpo de 27 anos e começa a sua jornada em busca da paz interior.

Evie nasceu em uma família rica e gananciosa. Desde pequena sabia qual seria o seu destino e tentou mudar isso quando entrou na vida adulta. Tentou se desvincilhar da mãe autoritária para ter uma vida normal e comum. Mas não deu muito certo.

Aos 27 anos, ela saiu de casa, tentou emprego em uma agência e se apaixonou perdidamente por um músico que tocava numa estação de metrô. Vincent e Evie tiveram uma história curta e arrebatadora, durou menos de um ano. Porém, nem tudo era tão romântico quanto se esperava. A mãe de Evie havia lhe dado um prazo, se até o dia do seu 28º aniversário ela não conseguisse se sustentar sozinha, teria que voltar para a mansão e casar-se com o seu melhor amigo James “Jim” Summer.

Antes de tomar a decisão de fugir com Vincent ou seguir numa vida regrada, seu irmão mais novo a procura e revela ser homossexual. E dai fica a dúvida:

Você deixaria o amor da sua vida de lado para libertar um ente querido de uma prisão interior?

E, sim, ela abandona o amor de sua vida para que seu irmão se assuma. Ao casar, ela pode herdar a herança, além de poder dar condições de uma boa vida ao irmão, que ao se assumir, foi rejeitado pelos pais.

Evie casa-se com Jim que é seu melhor amigo (e também é apaixonado por ela). Eles constroem uma família tradicional e tem um casal de filhos.

Nesse “limbo”, Evie pode se reconectar com quantas pessoas forem necessárias para que sua alma fique mais leve. Seu marido Jim sabia de toda essa história da família e sobre Vincent, pois eles nunca esconderam seus segredos. Porém, os filhos não sabiam dessa parte da história de amor.

Dessa forma, Evie volta ao mundo dos mortais como uma alma, para falar com os filhos e Vincent. Como ninguém pode enxergá-la, ela pode reconecta-se com eles através dos sonhos. Então, ela dá pistas para que os filhos desvendem o seu amor por Vincent e conheçam o lado amoroso que foi escondido. Já com Vincent, ela dá pistas de que nunca deixou de amá-lo, mesmo ao lado de outro homem.

Como é um livro de final feliz, é de se imaginar se ela foi ou não para o Paraíso, né?! Mas, não irei contar o fim do livro. O que posso dizer é que se você gosta de magia, estilo a série Once Upon A Time, irá gostar dessa leitura. Como Evie podia transitar entre o mundo dos vivos como uma “alma” que ninguém enxerga, isso dá um toque mágico ao enredo.

A autora nos mostra um lado de que tudo pode ser resolvido se soubermos lidar com frieza quando necessário e se entregarmos o coração a quem devemos.

Apesar de ter gostado da história, não é daquelas que colocaria no topo de indicações, pois é bem ficção e com o final “tudo vai ficar bem”. Não há super reviravoltas e, como dito no começo desse post, não sabia se iria me fazer chorar. Não derramei lágrimas, mas gostei de relembrar os momentos romântico do meu relacionamento que pude ver dentro dos personagens.

O que me chamou a atenção também é que autora aborda  a questão de bissexualidade e da homossexualidade de forma natural, sem muito drama ou romantizando muito.

Quanto a diagramação do livro, a formatação vai mudando conforme os fatos são contados. Esse cuidado todo fez diferença no enredo, e assim sabemos se é o tempo presente ou passado narrado.


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Fundadora do Elefante Voador, social media, editora-chefe e redatora do blog. Mora em São Paulo, tem 29 anos, viciada em meias e meias-calças diferentes e adora fazer amizades. Concilia as tarefas do Elefante com o trabalho formal, maternidade e sua rotina caseira.

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  • Alison de Jesus

    Olá, apesar da premissa genérica da trama, esses toques de magia que a caracterizam transformam a leitura em algo mais profundo e cativante, sem contar que é impossível não torcer para que a protagonista tenha um final feliz. Beijos.