Vidas Muito Boas, J.K. Rowling | Resenha

Que bom seria ter um livro contendo palavras inspiradoras do nosso autor favorito, não é?

Os potterheads têm esse privilégio:  Vidas Muito Boas é o registro do discurso de paraninfa(*) de J.K. Rowling para os formandos da Universidade de Harvard em 2008, que foi publicado no Brasil pela Editora Rocco em outubro deste ano. Conheça um pouco mais sobre a obra:

“Como podemos aproveitar o fracasso?” “Como podemos usar nossa imaginação para melhorar a nós e os outros?”. J.K. Rowling responde essas e outras perguntas provocadoras em Vidas muito boas, versão em livro do famoso discurso de paraninfa da autora da série Harry Potter na Universidade de Harvard, que chega às livrarias brasileiras no dia 7 de outubro. Baseado em histórias de seus próprios anos como estudante universitária, a autora mundialmente famosa aborda algumas das mais importantes questões da vida com perspicácia, seriedade e força emocional. Um texto cheio de valor para os fãs da escritora e surpreendente para todos que buscam palavras inspiradoras.

Autor: J.K. Rowling
Tradução: Ryta Vinagre
Ilustração: Joel Holland
Preço: R$ 29,90
80 pp. | 13×19 cm
ISBN: 978-85-325-3087-5
Assuntos: autoajuda
Selo: Rocco

(*) Paraninfo é o título atribuído ao indivíduo escolhido para ser o padrinho da turma dos formandos de um curso de ensino superior, normalmente durante uma cerimônia de colação de grau. 


Resenha

Se eu pudesse classificar o livro com apenas uma frase seria: Um verdadeiro presente aos fãs. J.K. Rowling abre o coração em seu discurso de paraninfa e relembra momentos difíceis de sua vida para que sirvam de inspiração aos formandos de Harvard (e agora, para todos nós).

Agora só preciso respirar fundo algumas vezes, olhar para as bandeiras vermelhas e me convencer de que estou na maior reunião da Grifinória do mundo.

No discurso, ela aborda as vantagens do fracasso e a importância da imaginação. Mas não de uma maneira clichê.

Ao falar do fracasso, J. K. Rowling fala sobre seu sonho de escrever romances. O sonho que, aos olhos de seus pais, era uma loucura. Por terem uma origem muito pobre, a família da escritora desejava que ela escolhesse uma carreira que lhe garantisse um futuro confortável e estável.

Não posso criticar meus pais por torcerem para que eu nunca vivesse a pobreza.

Ela acabou optando por estudar clássicos e comenta que sete anos após sua formatura, o fracasso definitivamente a alcançou. Depois de um casamento curto, J.K. Rowling teve sua pior fase: desempregada, mãe solteira, passando por extremas dificuldades financeiras.

Eu era o maior fracasso que conhecia.

Foi quando ela percebeu que seu maior medo tinha se tornado realidade, mas ainda sim, ela ainda estava vida, tinha uma filha, uma máquina de escrever e uma grande ideia. Ou seja,  ela mostra que estar no “fundo do poço” foi sua base para reconstruir sua vida.

O fracasso me ensinou coisas sobre mim mesma que eu não poderia ter aprendido de outra forma.

Sobre a imaginação, a autora ressalta a importância de nos imaginarmos no lugar do outro. Neste momento ela compartilha um pouco de sua experiência em trabalhar no departamento de pesquisa africana da sede da Anistia Internacional em Londres. Onde ela presenciou histórias tristes e desesperadoras.

Todo dia, eu via mais provas das crueldades que a humanidade infligirá a seus semelhantes para conquistar ou manter o poder.

Essa experiência fez com que ela prensasse muito sobre como era estar na pele do outro. Usar sua imaginação para este fim a tornou mais humana. Ela percebeu que o poder da empatia humana pode salvar vidas.

A imaginação não é apenas a capacidade humana de idealizar o que não existe (…), é o poder que nos permite sentir empatia pelas pessoas cujas experiências nunca partilhamos.

Creio que aqueles deliberadamente sem imaginação veem mais monstros. Em geral, eles têm mais medo.

Ao falar da imaginação, J.K. Rowling diz o quando nossa conexão com o mundo externo nos faz influenciar a vida dos outros.  Seja como votamos, como vivemos, como protestamos… Tudo o que fazemos pode influenciar positiva ou negativamente a vida de outras pessoas. Nós temos esse poder.

Não precisamos de magia para transformar nosso mundo; todos já temos dentro de nós o poder de que precisamos: o poder de imaginar melhor.

O bacana é que além do discurso – que por si só já é maravilhoso -, Vidas Muito Boas é cheio de ilustrações e detalhes que deixam o livro ainda mais bonito. Uma ótima opção de presente de Natal para aquele seu amigo Harry-Potter-Maníaco!

É bem interessante para quem quer conhecer um pouco mais sobre a vida da escritora e também um pouco sobre seus pensamentos e ideais. Só posso pensar em como esses formandos foram sortudos ao terem a rainha J.K. Rowling como paraninfa. Aposto que foi um momento inesquecível na vida de todos eles.

Estão vendo? Se todos vocês daqui a anos se lembrarem pelo menos da piada do bruxo gay, já terei ganhado da baronesa Mary Warnock (…)


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Cintia, 31 anos, é uma das criadoras do Elefante Voador, responsável pela seleção e redação de conteúdo do site, além da cobertura fotográfica dos eventos. Mora em Poços de Caldas/MG), formada em Design Gráfico e atua como diagramadora de livros. Aspirante a escritora, sonhadora, apaixonada por livros, gatos, música pop, pizza e chocolate.

Twitter: @superci / Instagram: @cisuperci

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