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A melodia feroz, Victoria Schwab | Resenha

Uma garota que quer ser um monstro.
Um monstro que quer ser humano.

Trazemos hoje, para nossos amigos leitores, a resenha do livro A melodia feroz, de Victoria Schwab, que foi publicado pela Companhia das Letras, com o selo Seguinte, em maio do ano passado. Conheça um pouco mais sobre a obra:

Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

Título original: THIS SAVAGE SONG
Tradução: Guilherme Miranda
Páginas: 384
Formato: 16.00 X 23.00 cm
Peso: 0.509 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 24/05/2017
ISBN: 9788555340413
Selo: Seguinte


Resenha

A melodia feroz é o primeiro volume da série Monstros da violência, da autora americana Victoria Schwab. No livro, somos transportados para Veracidade, um local dominado por monstros e em estado de guerra entre os líderes locais.

Na Cidade Norte, Callum Harker se mantém no poder chantageando humanos e monstros. Na Cidade Sul, Henry Flynn tenta colocar um fim a essa prática e proteger a população dos abusos de Harker, com um exército de humanos e os únicos três sunais que existem (uma poderosa de monstro). Mesmo com uma espécie de “trégua”, o menor movimento por uma das partes pode fazer com que uma guerra exploda a qualquer momento.

Uma linha preta cortava a imagem da esquerda para a direita, dividindo a cidade. A Fenda. Não exatamente reta, mas sólida, cortando a Cidade V em duas. (…) Uma solução simplista para seis anos turbulentos e brutais de luta, sabotagem, assassinato e monstros. Traçar uma linha na areia. Não era nenhuma surpresa estar ruindo.

É neste cenário que conhecemos Kate, filha de Callum Harker. Uma garota determinada que deseja conquistar a confiança do pai a qualquer custo. Para se mostrar destemida e digna de ser uma Harker, ela vai desafiar e matar monstros e sem pensar duas vezes.

É aí que seu caminho esbarra com o de August Flynn. O sunai começa a estudar na mesma escola que Kate para vigiar seus passos, com um nome falso (Freddie Gallagher), e origem misteriosa. Pois assim, se a trégua acabar, eles poderão sequestrar a garota e usá-la como moeda para um novo acordo.

— Ela é filha de Harker. Sé há alguma coisa com que ele se importa, é ela.

O que nenhum dos dois esperava, é que os dois precisariam unir forçar para sobreviver a perigos, tentativas de assassinato e jogos políticos de todos os lados. Além disso, eles acabam descobrindo que eles têm mais em comum do que se imaginava, pois nem todos os monstros são maus e nem todos os pecadores merecem morrer. É isso que eles precisam mostrar para toda Veracidade!

Eu gostei bastante da construção da narrativa, ela tem um ritmo empolgante e cheio de ação. Apesar da amizade entre Kate e August ser previsível desde o começo, não achei uma história clichê. Pelo contrário. A autora me surpreendeu bastante durante a leitura.

Você já viu um monstro de perto?

A história é contada em terceira pessoa, mas alterna entre os dois protagonistas. Achei os personagens muito bem construídos, com personalidades bem trabalhadas e cativantes.  É praticamente impossível não se encantar por August ou torcer pelo sucesso de Kate.

Uma coisa que me interessou muito durante a narrativa são os monstros. Os monstros de A melodia feroz, nascem depois de atos de violência, assassinatos, atentados, etc. August, por exemplo, simplesmente passou a existir de um momento para o outro, como resultado de um massacre.

August ainda não tinha nascido na época das guerras territoriais que haviam eclodido logo após o Fenômeno, mas ouvira relatos do derramamento de sangue.

Como sunai, ele tem a missão de matar os pecadores. Ele é capaz de roubar a alma de suas vítimas com apenas uma nota musical do seu inseparável violino. Além dele, só exitem mais dois sunais: Leo, seu irmão (que acha que Henry deveria tomar medidas extremas e acabar coma  trégua) e Ilsa, que tem poderes capazes de causar destruição em massa.

Além dos sunais, existem mais dois tipos de monstros: os corsais que são sombras carnívoras e que são originadas de crimes que não envolvem morte e os malchais, que tem uma silhueta humana e são resultado de assassinatos.

“Quando alguém aperta um gatilho, dispara uma bomba, faz um ônibus cheio de turistas cair da ponte, o resultado não são apenas escombros e cadáveres. Existe outra coisa. Algo mau. Uma consequência. Uma repercussão. Uma reação a todo o ódio, dor e morte.”

O legal da história, é que não sabemos ao certo quem está ajudando quem, quem está tramando algo, quem pode cometer um ato de traição… Particularmente, eu me simpatizei muito com Henry Flynn desde o início. E com August, que se espelha em Henry e deseja ser bondoso e “humano” da melhor maneira possível.

Fiquei enlouquecida com o final! A história terminou com fortes emoções! O que será que vai acontecer nos próximos volumes?

“Muitos humanos são monstros. E muitos monstros sabem se passar por humanos.”


Elefante pergunta: Você já leu alguma obra da Victoria Schwab?

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Cintia, 31 anos, é uma das criadoras do Elefante Voador, responsável pela seleção e redação de conteúdo do site, além da cobertura fotográfica dos eventos. Mora em Poços de Caldas/MG), formada em Design Gráfico e atua como diagramadora de livros. Aspirante a escritora, sonhadora, apaixonada por livros, gatos, música pop, pizza e chocolate.

Twitter: @superci / Instagram: @cisuperci

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