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Maze Runner: O Código da Febre, James Dashner | Resenha

Maze Runner: O Código da Febre, é o prequel da saga Maze Runner que foi lançado em janeiro de 2016 por aqui. Como este ano teve a estreia de A Cura Mortal nos cinemas, deu aquela vontadezinha de ler e saber mais sobre a história  criada por James Dashner. Saiba mais sobre a obra:

Era uma vez o fim do mundo Florestas foram queimadas, lagos e rios secaram, oceanos transbordaram. Uma peste febril se espalhou pela Terra, dizimando famílias inteiras. Homem matou homem. A violência reinou. Não havia mais lugares seguros. Então, surgiu o cruel. Pesquisa após pesquisa, essa organização não mediu esforços para encontrar respostas… para encontrar a cura. O cruel fez testes em crianças. Algumas delas, além de imunes, eram especiais… como Thomas e Teresa. Juntos eles foram designados a trabalhar em um experimento: o Labirinto. Mas, ao que parece, nem tudo foi dito. Segredos e mentiras irão perturbar Thomas. Quais relações de lealdade são realmente verdadeiras? O código da febre é a aguardada prequel da saga Maze Runner. Prepara-se, porque nada será como antes. Todas as respostas serão reveladas.

Capa comum: 370 páginas
Editora: Plataforma 21; Edição: 1ª (1 de janeiro de 2016)
Idioma: Português
ISBN-10: 8592783054
ISBN-13: 978-8592783051
Dimensões do produto: 20,8 x 14,2 x 2,6 cm
Peso: 440 g


Resenha

Quem leu a saga Maze Runner sabe que mesmo após o último livro, A Cura Mortal, muitas perguntas ficaram sem respostas:  O CRUEL realmente era bom? O quanto Thomas e Teresa sabiam antes de serem enviados para a Clareira? De que lado estavam? Quais as reais intenções de AVA Paige? Como o Labirinto foi criado? O Código da Febre, traz a ligação que faltava entre A Ordem de Extermínio e Correr ou Morrer e essas e outras perguntas finalmente são respondidas.

Ele jurou a si mesmo que sempre iria lembrar daquilo. Que ele sempre iria lembrar que o CRUEL estava tentando consertar um problema que seus antecessores tinham criado primeiro.

A narrativa acompanha Thomas, desde muito novinho, quando foi “recrutado” pelo CRUEL e obrigado a se adaptar a uma nova rotina de exames, experimentos e estudos. Tornando-se um dos recursos mais promissores da organização. O mesmo acontece com uma garotinha chamada Teresa.

Apesar de serem mantidos separados (isolados, para ser mais precisa), com o tempo eles vão criando um vínculo de amizade e confiança que foi muito legal de acompanhar. Além dos dois, ainda temos a oportunidade de matar a saudade de alguns personagens muito queridos da saga, como Newt, Minho e Chuck. Todos eles mais novinhos e sob uma perspectiva que é totalmente nova para os leitores.

Num mundo pós explosões solares, os pequenos realmente acreditam que podem contribuir de alguma forma para que a cura para o fulgor seja finalmente descoberta. Mesmo que isso lhes custem tudo: a liberdade, as escolhas, o próprio nome.

Eru nunca vou me esquecer, disse ele a si mesmo. Eu não devo nunca, nunca me esquecer.

Com o tempo, e como resultado de pequenos momentos de rebeldia, Thomas descobre que ele sabe muito pouco sobre as intenções do CRUEL e que seus objetivos são muito maiores do que eles deixam transparecer. Ao mesmo tempo que Teresa parece sempre estar um passo a sua frente. Em quem confiar, então?

Particularmente, eu gostei muito desse livro. Acho que ele era extremamente necessário para fechar algumas pontas soltas que ficaram dos outros livros e responder perguntas que nos matavam de curiosidade. Essa experiência para mim foi devastadora.

Foi chocante descobrir o quanto Thomas e Teresa estavam envolvidos desde o início e o quanto foram manipulados o tempo todo, além de acompanhar o desenvolvimento deles. O Código da Febre é cheio de mentiras, traições, mistérios e revelações inesperadas que nos fazem olhar para os outros livros de uma maneira diferente.

Que mundo era aquele em que Thomas vivia. Doença, morte, traição. Seus amigos submetidos a testes cruéis que podiam nunca significar nada. Um mundo calcinado que jazia em ruínas.

Apesar de ter um ritmo um pouco mais lento que os outros livros, a leitura é muito esclarecedora e merece uma chance! Foi ótimo finalmente poder entender o que aconteceu antes do Labirinto. E já vou avisando que o final é chocante.

Muita cautela ao embarcar nesta leitura, pois se já ficamos inconformados ao longo da saga, com o que as crianças são obrigadas a passar, neste livro ficamos completamente despedaçados. É um caminho sem volta!

— Eu vou salvar você, Newt! (…) Eu vou salvar até o último de vocês.

Eu lhes pergunto: Vocês acham que CRUEL é bom? Em O Código da Febre, vocês não terão mais nenhuma dúvida.


Elefante pergunta: Qual seu livro preferido da saga Maze Runner?

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Cintia, 31 anos, é uma das criadoras do Elefante Voador, responsável pela seleção e redação de conteúdo do site, além da cobertura fotográfica dos eventos. Mora em Poços de Caldas/MG), formada em Design Gráfico e atua como diagramadora de livros. Aspirante a escritora, sonhadora, apaixonada por livros, gatos, música pop, pizza e chocolate.

Twitter: @superci / Instagram: @cisuperci

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