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La Belle Sauvage, Philip Pullman | Resenha

O Elefante Voador é um grande fã de Phillip Pullman e da trilogia Fronteiras do Universo. Ficamos super felizes em saber que a nova trilogia do autor, O Livro das Sombras, seria publicado no Brasil pela Suma de Letras ♥ A Editora nos presenteou com um exemplar de La Belle Sauvage, e hoje trazemos nossas impressões sobre o livro para vocês!

Conheça um pouco mais sobre a obra:

Phillip Pullman volta ao mundo da trilogia Fronteiras do Universo, para outra aventura eletrizante envolvendo daemons, aletiômetros, o Magisterium e, claro, o Pó.
La Belle Sauvage é o primeiro volume de uma nova trilogia chamada O Livro da Sombras, e se passa dez anos antes dos acontecimentos de A Bússola de Ouro, se centrando em Lyra e Pantalaimon, ainda bebês.
Apesar de ser uma história diferente, os fãs de Fronteiras do Universo vão reconhecer muito do mundo e dos personagens que povoam La Belle Sauvage. Enquanto o protagonista, Malcolm, se envolve em uma assustadora aventura para tentar salvar a pequena Lyra das garras do Magisterium, outros mistérios e vilões surgem para complementar a trama que já conhecemos tão bem.
“Sempre quis contar a história de como Lyra acabou morando na Faculdade Jordan. Este livro e o próximo cobrem dois momentos da vida dela: partindo bem do início e retornando vinte anos depois. Quanto ao terceiro livro, ainda é segredo.” – Phillip Pullman

Capa comum: 434 páginas
Editora: Suma de Letras;
Edição: 1ª (1 de novembro de 2017)
Idioma: Português
ISBN-10: 8556510523
ISBN-13: 978-8556510525
Dimensões do produto: 22,8 x 15,6 x 2,4 cm
Peso de envio: 621 g


Resenha

Deve ter cerca de dez anos que tive meu primeiro contato com a obra de Phillip Pullman. Lembro de ter lido os três livros da série Fronteiras do Universo com uma voracidade indescritível. Isso porque só que já leu seus livros, sabe o quanto a narrativa de Pullman é envolvente e o quanto é rica em diversos aspectos.

Quando soube que uma nova trilogia do autor seria publicada no Brasil, eu fui ao céu! Fiquei em êxtase em saber que poderia “viver” um pouquinho mais dentro desse universo mágico que ele criou, com daemons, Pó e objetos com propriedades extraordinárias.

Ps. Que capa liiiiiinda!

Em La Belle Sauvage, acompanhamos a história de Malcolm, um garoto que divide seu tempo entre trabalhar na estalagem do pai, estudar, navegar sua canoa “La Belle Sauvage” pelo rio e visitar amigas as freiras num convento próximo de sua casa.

Este convento recebe uma nova hóspede, uma bebê chamada Lyra (Siiim, A Lyra de A Bússola de Ouro e seu daemon Pantalaimon), a qual sempre aparece alguém estranho – e aparentemente perigoso – fazendo perguntas a respeito dela.

Ao que parece, a questão é um tanto secreta. (…) A mãe descobriu que a filha é objeto de uma profecia das feiticeiras (…) Acredito que diga apenas que de alguma forma a criança é de suprema importância. Foi tudo que ouvi. (…)

É assim que Malcolm e Asta, seu daemon, acabam se vendo no meio de uma aventura perigosa, envolvendo organizações secretas, espiões, profecias e muitos mistérios a serem desvendados. O que o garoto jamais poderia imaginar, é que La Belle Sauvage pudesse ser o instrumento que o ajudaria a pequena Lyra a salvo.

A trilogia O Livro das Sombras, atua como uma introdução para a série Fronteiras do Universo, pois se passa dez anos antes dos acontecimentos de A Bússola de Ouro, trazendo a participação de alguns personagens como Lorde Asriel, Marisa CoulterFarder Coram. É sempre muito bom poder matar a saudade das feiticeiras, gípsios, catedráticos e principalmente dos daemons, é claro!

Provavelmente os fãs da saga captaram muitas referências, mas não é necessário ter lido Fronteiras do Universo para se encantar por La Belle Sauvage.  Somos apresentados a novos personagens, novos vilões e até mesmo, novos cenários.

O menino já sabia tanto que agora precisava confiar nele.

No início, achei a narrativa um pouco lenta. Mas confesso que a riqueza de detalhes das obras de Phillip Pullman me cativam de uma maneira inexplicável. Suas histórias sempre trazem um teor profundo e crítico, toda aquela questão envolvendo religiosidade, que vai muito além da história que está sendo apresentada.

Já a segunda parte é mais tensa e cheia de ação. Diria até agonizante. Como leitores, ficamos com aquela sensação ruim ao ver as crianças indo de uma situação perigosa para outra, sem ter qualquer “luz no fim do túnel” a vista. Não via a hora de acabar e descobrir logo o desfecho! Mesmo com essa curiosidade toda, ainda demorei bastante pra ler, por ser uma história bem densa.

Fiquei curiosa para saber o que acontece nos próximos volumes, principalmente com Malcolm. Gostei bastante do personagem, por se tratar de um garoto gentil, curioso e corajoso. Mesmo sem ter a menor noção do quão importante a Lyra é, ele cria uma afeição pela bebê e a protege com unhas e dentes. ♥ Fico me perguntando o quanto ele vai descobrir a respeito do Pó, do Magisterium e tudo mais.

(…) ele nunca sonharia, depois daqueles breves minutos, fazer qualquer coisa que perturbasse aquela criancinha. Seria seu servo para toda a vida.

No geral eu gostei da história, apesar de ainda preferir A Bússola de Ouro e os dois volumes seguintes, mas ainda acho que é cedo para tirar conclusões assim.


Elefante pergunta: Qual seu livro preferido de Phillip Pullman?

 

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