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Todo Dia, David Levithan | Resenha

O Elefante Voador tão ficou animado com a notícia de que David Levithan estará presente na Bienal do Livro este ano, que foi correndo ler mais um livro do autor! Desta vez, trazemos a resenha de Todo Dia, que terá a adaptação para os cinemas estreando em 26 de julho!

Conheça um pouco mais sobre a obra:

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Capa comum: 280 páginas
Editora: Galera Record;
Edição: 9 (1 de agosto de 2013)
Idioma: Português
ISBN-10: 8501099511
ISBN-13: 978-8501099518
Dimensões do produto: 22,6 x 15 x 1,3 cm
Peso de envio: 399 g


Resenha

Antes de começar a resenha, preciso dizer que sou completamente apaixonada pela narrativa de David Levithan! ♥ Juntando isso ao fato de que os materiais que saíram sobre o lançamento da adaptação cinematográfica (trailer, pôster, etc.) estão incríveis, eu comecei a leitura com as expectativas lá no alto.

Como é explicado na sinopse, Todo Dia conta a história de A., um personagem completamente diferente de tudo que já vi. Apesar de ele ter a sua individualidade, todo dia ele acorda em um corpo diferente compatível com a sua idade.

Por um dia, ele precisa “viver” a vida daquela pessoa, sem causar nenhum tipo de interferência e de maneira mais natural possível para que os amigos e familiares não percebam que há algo de errado. Como A. tem acesso às lembranças dessas pessoas, normalmente no dia seguinte, eles nem sequer notam qualquer diferença, como se A. nunca estivesse estado ali.

No início, era difícil viver cada dia sem criar relações duradouras nem deixar consequências que poderiam mudar uma vida. (…)

Sempre foi assim. Desde que A. se lembra. Quando ele era menor, ele tinha noção de que todos os dias tinha pais diferentes, irmãos diferentes, rotinas diferentes… Mas para ele, isso era normal. Ele nunca conheceu a vida de outra maneira.

Nunca vou me definir sob os mesmos critérios das outras pessoas. Nunca vou sentir a pressão dos amigos ou o fardo das expectativas dos pais.  (…) O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.

Ao longo da narrativa acompanhamos histórias diversas. Um dia ele vive no corpo de uma garota atraente, em outro momento está no corpo de um viciado em drogas, ou de uma pessoa que está planejando se matar. Sendo assim, até que ponto não interferir na vida dessas pessoas é uma coisa boa?

Quando A. passa um dia no corpo do estudante Justin, ele se apaixona completamente por sua namorada Rhiannon, e começa a quebrar suas próprias regras para poder passar novos momentos com ela.

Agora estou deixando minha vida sequestrar essas outras vidas por um dia. Não estou me mantendo dentro dos seus parâmetros. Mesmo que seja perigoso.

No geral, eu gostei muito do livro (muito mais do que imaginei que gostaria). Li em apenas algumas horas e mais uma vez David Levithan me surpreendeu. Apesar de ter essa questão de A. viver uma nova vida a cada dia, sua personalidade é muito intensa e ele é um personagem absurdamente cativante.

Estou cansado de não sentir. Cansado de não me conectar. Quero estar aqui com ela. (…)

É uma história que se leva ao limite a questão do “não se importar com a aparência e sim com o interior das pessoas”. Quer dizer, você se imagina amando alguém que nunca terá o mesmo rosto, o mesmo gênero, o mesmo corpo? Eu achei incrível e por mais impossível que podia parecer, torci muito para o casal A.Rhiannon encontrarem uma maneira de se relacionarem.

Acostumei-me a ser o que sou, e ao modo como minha vida funciona.
Nunca quero ficar. Estou sempre pronto para partir.
Mas não hoje à noite.
(…)
Quero ficar.
Rezo para ficar.

Uma coisa que gostei muito em Todo Dia, é que apesar de ser um livro com uma linguagem leve e que nos mantém entretidos, ao mesmo tempo nos coloca para refletir sobre assuntos muito intensos. Acho que a história tem um poder quase que transformador.

Ontem é outro mundo. Quero voltar para lá.

Ps.: Fui marcando algumas citações durante a leitura, mas é praticamente impossível transcrever todas as minhas favoritas aqui uma vez que praticamente todo capítulo tem algo novo a ser aprendido, então só selecionei algumas!

— Qual é o seu nome hoje?
— A. — respondo. Para você é sempre A.

Concluindo: Indico a leitura para quem que viver uma experiência emocional reveladora. E para que curte um romance daqueles que supera qualquer obstáculo. Adorei a leitura e com certeza é uma história que vou levar com muito carinho para a vida toda. ♥

Ps. 2: Chorei.

Ps. 3: Chorei muito. Acho que o final me pegou desprevenida, rs.


Elefante pergunta: Vocês também estão ansiosos para a estreia de Todo Dia nos cinemas?

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Cintia, 31 anos, é uma das criadoras do Elefante Voador, responsável pela seleção e redação de conteúdo do site, além da cobertura fotográfica dos eventos. Mora em Poços de Caldas/MG), formada em Design Gráfico e atua como diagramadora de livros. Aspirante a escritora, sonhadora, apaixonada por livros, gatos, música pop, pizza e chocolate.

Twitter: @superci / Instagram: @cisuperci

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